segunda-feira, 24 de novembro de 2008

No dia 21/11/08 ocorreu na Universidade Católica de Valparaiso um debate sobre o filme "Brasileirinho", patrocinado pelo Instituto Cultura Brasil.

A professora responsável Eugênia dos Santos teve a companhia da palestrante Mariana Albert. No evento o Instituto Cultura Brasil foi representado pelo professor Thiago Nogueira.
O filme de Mika Kaurismaki mostra o chorinho como um símbolo de brasilidade.


Na foto: Eugenia, Mariana, e Thiago.





Mais um ponto marcado pelo Instituto Cultura Brasil...

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Terreno minado para Barack Obama

No livro “O castelo” escrito por Franz Kafka há o relato da busca incessante do personagem “K” para tentar conhecer os processos que permeiam o poder.

O senhor “K”, contratado pelo castelo para realizar serviços de agrimensura, ficou inseguro ao tentar se apresentar para receber as orientações necessárias à execução das atividades, ao se deparar com uma situação inusitada: Klamm, seu possível chefe não permitia o contato.

O agrimensor lutou desesperadamente, através do mensageiro Barrabás, marcar uma conversa com Klamm. Sem sucesso, resolveu afrontá-lo conquistando Frieda, funcionária da hospedaria, cujo prestígio na comunidade era amplo por ser amante de Klamm.
O agrimensor condicionou o seu matrimônio com Frieda ao fato de Klamm recebê-lo para uma conversa, já que ela havia sido sua amante. Esta exigência deixa transparecer dúvidas quanto ao seu real interesse em Frieda.

“K” encontrou-se com o prefeito, que habilmente desmereceu o serviço para o qual havia sido contratado, enfraquecendo propositadamente a sua posição. Nesta conversa o prefeito convenceu “K” a aceitar a tarefa de servente em uma escola da comunidade em substituição a para a qual ele havia sido contratado. Deixou transparecer que apesar de não haver necessidade do novo serviço estava autorizando por exercício de autoridade, inclusive, autorizando a sua permanência nas dependências da escola juntamente com Frieda, e os seus dois ajudantes.
A proposta aceita por “K” por falta de alternativa, sinalizou que Klamm não tinha o poder que diziam possuir. Há de se entender que o prefeito usou “K” para enviar a Klamm uma mensagem subjetiva sobre as forças contrárias existentes nas relações políticas administrativas.

Na busca incansável de explicação para o que estava acontecendo “K” se depara com Olga, irmã de Barrabás o mensageiro de Klamm, que depois de longa conversa põe em dúvida o poder de Klamm e de outros funcionários do castelo, referindo-se inclusive às mensagens ditas como enviadas por Klamm como possíveis de não serem oficiais.

Por fim, Pepi que substituiu Frieda nos serviços do balcão da Hospedaria dos Senhores após o rompimento do relacionamento com Klamm, ao sentir a possibilidade do retorno dela (Frieda) ao seu posto por recomendação de funcionário do castelo que resultou na separação de “K”, tentou incutir na mente deste que a facilidade que ele teve para conquistá-la ocorreu devido o interesse de Frieda de usá-lo para chamar a atenção do ex-amante Klamm.

Pelo visto, Franz Kafka acreditava que o poder é capaz de desenvolver tentáculos eficazes de sustentar estruturas administrativas hierárquicas incoerentes, que funcionam para satisfazerem interesses esdrúxulos, cujo uso envolve o relacionamento humano, e este pode se tornar fator importante no divisor de águas.

O poder atrai todos os tipos de energia, e, o bom exercício passa por permear o linear da ética, os interesses públicos e sociais. Precisamos acreditar que Obama seja capaz de mudar os processos para uma boa administração do "Castelo Branco" americano.

sábado, 18 de outubro de 2008

Show da língua portuguesa!

Um homem rico estava muito mal, agonizando. Pediu papel e caneta. Escreveu assim:

“Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres.”

Morreu antes de fazer a pontuação. A quem ele deixava a fortuna? Eram quatro concorrentes.

1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:

Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.

sábado, 11 de outubro de 2008

Tirem o doente de lá!

Quando o doente se encontra em fase terminal, não adianta levá-lo para uma UTI e submetê-lo a aplicações desordenadas de medicamentos.

A crise financeira que o mundo atravessa apesar de previsível, suas conseqüências foram avolumadas devido os governos dos Estados Unidos e da Europa não terem conseguido sensibilizar, no momento oportuno, os poderes legislativos e a população para implantar medidas necessárias ao enfrentamento.

O dinheiro que ainda não virou pó em instituições falidas e nas bolsas de valores em todo o mundo está empossado em bancos que não mostram disposição para repassá-los aos clientes, até que o vento comesse a soprar favorável e limpe as nuvens que impede visualiza-se o horizonte.

Por mais que os governos coloquem recursos no mercado o efeito sobre a economia real tem sido tímido para não dizer nenhum. Com isso a recessão na Europa, nos Estados Unidos, e na Ásia já deu sinais. A população já parou de consumir.

A quebra do banco Lehman Brothers nos Estados Unidos, induzido pelo próprio tesouro americano para justificar que já existia um defunto no armário e, portanto, precisava que o congresso aprovasse o pacote enviado por Bush, terminou sacudindo a credibilidade bancária. O tiro saiu pela culatra.
É bom que se diga que sem credibilidade o mercado financeiro não voltará a funcionar com normalidade, e o descuido de Bush com o doente Lehman Brothers terminou atrapalhando a credibilidade esperada, após a divulgação da injeção de recursos.

Não é difícil ouvir citações de economistas que a crise já chegou ao Brasil. Fico em dúvida se o presidente, ao fazer declarações otimistas, ainda não tomou consciência do fato; se quer enganar o povo; se está impregnado com o sucesso econômico dos últimos anos e a ficha ainda não caiu; ou se ainda não desceu do palanque das campanhas? Quero acreditar que ele consegue entender tecnicamente o que está ocorrendo, porque negar esta crença é reconhecer o risco que estamos corremos. Dizer que o Natal será muito bom e o Ano Novo será excelente é afirmação insensata.

O Brasil tem a vantagem de produzir produtos agrícolas que continuarão sendo necessários aos povos e ao consumo interno, contudo os preços destas commodities no mercado externo estão despencando e as contas públicas certamente ficarão no vermelho este ano e também em 2009, apesar da carne, da soja e de outros produtos brasileiros continuarem com mercado externo garantido.

Um fato que ajuda a America Latina na crise é a redução do índice de pobreza ocorrido nos últimos anos. Terminou por incluir parte da população no mercado consumidor, especialmente o de alimentos aqui produzidos.
Neste caso a depreciação do valor do real ajudará a compensar parte das perdas dos preços futuros, porém poderá impactar no aumento dos custos já que alguns dos insumos usados na produção agropecuária são importados e depende da variação do dólar.

As dívidas existentes no mundo dos negócios, feitas através de contratos em dólares faz com que a moeda americana se mantenha apreciada, e não perca importância no fluxo dos negócios comerciais, apesar dos recentes acontecimentos.

A taxa de juros Selic mantida no patamar atual possivelmente favorece a queda dos preços das ações na BOVESPA. Não está havendo interesse dos investidores em aproveitar os baixos preços das ações para ampliar suas carteiras. É mais fácil e seguro ganhar menos dinheiro, agora, com CDB e títulos do governo federal do que aventurar comprar ações para arriscar ganhos futuros.
Enquanto os investidores externos vendem suas ações para pagar compromissos no exterior os brasileiros mantêm as posições para não realizar prejuízos.

Enganam-se os que se consideram fora da crise, porque de alguma forma serão atingidos.
O doente está na UTI e os governos não sabem como tirá-lo de lá! É bem provável que surja uma nova ordem mundial...

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Ensaio sobre a cegueira

O filme Ensaio Sobre a Cegueira dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles consegue retratar com fidelidade os questionamentos do livro de José Saramago que lhe serviu de roteiro.
Quem leu o livro antes de ver o filme, certamente aproveita melhor a história.
Enquanto a leitura permite a interrupção conveniente para saborear alguns momentos de reflexão sobre o texto, o filme envolve o expectador conforme a visão do diretor.
Para ser justo, o Meirelles consegue dar fidelidade á história, contudo o livro permite imaginar e divagar conforme as experiências, os valores éticos, e os momentos emocionais de cada leitor.

A linguagem do filme é mais leve que a do livro, até porque estamos a falar de José Saramago. Contudo, Fernando Meirelles consegue com maestria transformar em imagens o intrigante e reflexivo texto de Saramago.

A cidade hipotética criada pelo autor, cuja população foi tomada por uma cegueira epidêmica e misteriosa, mostra a capacidade do ser humano de adaptar-se a situações adversas; a pouca importância dada pelos governantes às minorias; a formação de grupos para defender interesses comuns; a prática do oportunismo; o afloramento do egoísmo; e o quão degradante pode ser o mundo com a ausência de serviços aparentemente simples com a energia elétrica, o abastecimento de produtos alimentícios, e a água tratada.

A mulher do médico, personagem representada pela atriz Julianne Moore, única pessoa da cidade que dribla a cegueira, certamente foi salva da peste pelo autor Saramago para que, através dos seus olhos, poder descrever os acontecimentos.

Fora o relato dado, como tarefa, à mulher do médico age em determinados momentos com emoções naturais de um ser humano em situações adversas, cujos valores morais e sociais são mudados rapidamente de acordo com as situações, a exemplo do que acontece nas catástrofes e nas guerras.
Possivelmente, na personagem está incorporado o próprio autor José Saramago.

A experiência de ter lido o livro e visto o filme é sem dúvida enriquecedora.
Proporciona uma visão da não visão, e quanto o ser humano está vulnerável aos ensinamentos, para não dizer castigos, da natureza.

O filme tem no seu elenco além de Julianne Moore no papel da "mulher do médico", o conhecido Mark Ruffalo como "médico", a brasileira Alice Braga, que já atuou em mais de dez filmes inclusive em Cidade Baixa e Cidade de Deus, no papel da prostituta "Mulher dos Óculos Escuros", o experiente Danny Glover no papel do "Velho da Venda Preta", além de Gael García Bernal que atuou como Che Guevara no filme Diários de Motocicleta no papel de "Rei da Ala 3", e o outro experiente ator Maury Chaykin, que já trabalhou em mais de cento e quarenta filmes, inclusive Dança com Lobos, no papel do "Contador".
Observe que nenhum dos personagens possui nome.

O filme merece ser visto e discutido, assim como o livro que lhe deu origem.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

As Andorinhas de Cabul

O romance “As Andorinhas de Cabul” escrito por Yasmina Khadra trás uma história curiosa.

A trama escolhida pelo autor para relatar situações vividas pelo povo afegão submetido aos talebans envolve dois casais que destoam do relacionamento tradicional, quando os homens declaram sentimentos amorosos por suas esposas.

Nos últimos capítulos, por situações diferentes, os destinos dos casais se entrelaçam, e a maior surpresa aparece quando Mussarat, esposa de Atiq Shankat, percebe a angustia do marido por ter se apaixonado involuntariamente por Zunaira, esposa de Moshen, e decide abrir mão da própria vida para tentar fazê-lo feliz.

O autor consegue mostrar de forma sutil e inteligente que o ser humano, apesar de agir conforme os preceitos religiosos possui sentimentos inerentes à própria natureza, independente da doutrina que pratique.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Atentado na China

Dezesseis policiais morreram e outros ficaram feridos após um atentado na cidade de Kashgar, distante quatro mil quilômetros de Pequim.

O governo chinês diverge de grupos mulçumanos que querem a independência da província que abriga a cidade de Kashgar.
Divergir é um direito humano. A forma é questionável!

No livro “O Atentado" escrito por Yasmina Khadra ele cita: “Podem te tirar tudo, teus bens, teus mais belos anos, todas as tuas alegrias e todos os teus méritos, até tua última roupa – sempre restarão teus sonhos para reinventar o mundo que te confiscaram”.

Amin, o personagem que narra à história, foi surpreendido com a esposa envolvida em um atentado, que resultou na morte de dezenove pessoas, três a mais do ocorrido hoje na China.
Shiem, esposa do médico Amin amarrou bombas na cintura, tronando-se um kamikaze, e levou consigo um monte de jovens inocentes que festejavam um aniversário em um restaurante, por simples envolvimento com terroristas fundamentalistas.

Sabe-se que ao colhermos uma rosa podemos estar enfeitando uma sala, contudo estamos ajudando a destruir um jardim...
No caso de um kamikase a rosa não continua rosa, tampouco o jardim retoma a sua beleza. Todos são destruídos: os que vão e os que ficam.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Entre o Céu e a Terra

O que modifica a visão individual e divergente sobre o mesmo tema são as experiências particulares que contradizem as formas de ver coletivamente.

Enquanto as coletivas tendem serem superficiais, as individuais, certamente, são mais sofridas, e por isto melhores analisadas pelos indivíduos nos seus detalhes. Terminam sendo mais enriquecedoras.

Soluções para temas coletivos tomadas por administradores, em sua maioria, com visão cartesiana, racionalista, e dualista tendem desconsiderar as experiências individuais e minoritárias. Move a sensibilidade do administrador para algo que ignora necessidades individuais de minorias as quais sofrem conseqüências, que se atendidas não interfeririam financeiramente, politicamente, ou administrativamente no todo.

Enquanto a visão cartesiana fica dividida entre o “sim” e o “não”, a holística engloba as forças e experiências do coletivo formado pelo individualizado e pelo particular apesar da visão global, como contexto importante para tomada de decisões.
Neste caso, entre o “sim” e o “não” cartesiano as decisões são enriquecidas na tentativa de descobrir o que Hamlet, personagem de Shakespeare disse: "Existe mais coisas entre o céu e a terra do que pode supor nossa vã filosofia..."

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Que bicho é o teu?

Caso você não fosse humano que animal gostaria ser?

Escolha com toda liberdade que a sua imaginação lhe permitir.
Guarde a escolha para si.

Agora que você já escolheu ser um cavalo, um leão, uma cobra, uma barata, um beija-flor, um peixe, uma girafa, um porco, uma galinha, um macaco, um tatu, um elefante, um tigre, um javali, ou sei lá mais o que, responda a seguinte questão:
“Por que, não sendo humano, eu gostaria de ser o animal... “?

Provavelmente, você escolheu o animal que possui características que você não as tem, e gostaria de adquiri-las.

Agora que você entendeu o motivo da pergunta, podemos dar continuidade ao tema.
Cada um de nós deseja possuir características que apreciamos em outras pessoas, contudo se lhe perguntarem se você gostaria de ser outra pessoa, certamente você dirá que gostaria de ser você mesmo. É uma questão de auto-estima.

Há algumas exceções. Por exemplo, se perguntasse a algumas mulheres se gostariam de ser a Gisele Bündchen, muitas irão responder que sim. E não se importariam em trazer a reboque o Leonardo de Di Caprio ou o Ton Brady.
Caso se questione os homens se gostariam de ser o Reynaldo Gianecchini, alguns responderiam que sim, outros retornariam a pergunta questionando se tinham que morar com a Marília Gabriela. Eis aí um problema! A maioria dos homens não gosta de mulheres que demonstram inteligência. Sentem-se inseguros. Preferem as que se passam por “burras”, mesmo quando não as são.

Voltando à questão do animal escolhido, certa vez fizeram-me esta pergunta. Não demorei a responder: Leão!
Veio em seguida: “Por que Leão”?
Respondi: Porque ele é majestoso, respeitado, faz várias cópulas por dia, determina que cacem quando tem fome, e não tem ansiedade que a vida moderna nos exige.
Viver relaxadamente sob uma árvore frondosa, ter minha juba ao vento, ter contato com a natureza, ter um harém à disposição, comer quando tem fome, e beber quando tem sede, é simplesmente um desbunde. Tenho a impressão que eu estava em um momento da vida querendo tranqüilidade...

Atualmente, sou quase um leão. Porém, não faço sexo várias vezes ao dia por não ter disposição, não tenho um harém por questões de fidelidade conjugal, não como animais silvestres porque defendo a natureza, não como quando tenho vontade para não engordar, e a minha juba cai mais do que cresce.
Restou para ser um “leão” apenas beber água a hora que tenho vontade.
Enfim, “leão” que nada!
Eu tenho é que me acostumar com a famosa “Lei da Gravidade”...

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Encontro Cultural - Forró

















O Instituto Cultura Brasil promoveu no último sábado o segundo Encontro Cultural para alunos e amigos no café Starbucks (Pedro de Valdívia).

Nesta ocasião a nossa prestigiada oradora Eugênia dos Santos abordou o estilo musical que representa a cultura nordestina brasileira: O forró.








Percorremos a região Nordeste do Brasil analisando todas as contribuições culturais que essa região deu ao país, destacando seus principais expoentes da literatura, música e folclore.






Os participantes puderam cantar a música Asa Branca de Luiz Gonzaga e Feira de Mangaio de Clara Nunes emocionando aos nordestinos presentes e entusiasmando a aqueles que não conheciam o rítimo.

“Adorei o forró, foi a primeira vez que ouvi o estilo e gostei muito, os passos não parecem difíceis e me deu vontade de dançar” comentou nossa aluna de Português nível dois Katalina Fuentes.

Durante a palestra ensinamos alguns passos básicos de “forró de pé de serra”, do ”xaxado”, e do “forró universitário”, este último com os sucessos do grupo Fala Mansa.






Foi mais uma agradável tarde de sábado, aquecendo o café inteiro com o forrozinho gostoso de dançar.
Não percam nosso próximo Encontro Cultural!






Clik em Luiz Gonzaga e Dominguinhos e veja o video dos melhores do forró...

O Show do Djavan em Santiago do Chile.

Djavan esteve fascinado com o público que o acompanhou este fim de semana no Teatro Caupolican em Santiago. Foram quase 4.500 pessoas que emocionadas cantaram junto ao músico brasileiro os seus mais emblemáticos sucessos.

Djavan já é história, e cada vez que o seu nome soa como visita sabe que o público responde.

Com uma trajetória de mais de 30 anos de carreira, Djavan mostra que é o que povo acredita. Aquele talento brilhante que saiu lá de Alagoas, estado do nordeste brasileiro e, tomou seu rumo em direção a cidade do Rio de Janeiro. Aí foi conhecido, hoje reconhecidamente um “pilar” dentro da MPB (Música Popular Brasileira), mostra que para criar a gente tem juntar tudo e misturar.

Djavan teve uma formação muito diversa, que vai desde Luiz Gonzaga, que é o rei de Baião (a música preciosa da sua região) até os Beatles, passando pelo Jazz, o flamenco, a música do Rio de Janeiro (Samba) e acima de tudo a música africana, através do folclore alagoano e pernambucano. Sua arte vem de tudo isso. E unido a tudo isso, vem a sua maneira pessoal de compor e de criar, vem sua personalidade criativa, diferente. E assim foi o show que apresentou aqui na cidade, cheio de simpatia e sensualidade deixou o público satisfeito com seu ecletismo musical.

Nós do Programa “A hora da saudade”, da Radio Universidade de Santiago, tivemos a oportunidade de estar junto a ele, e ele deixou estas palavras para os nossos ouvintes :

“Vocês da “A hora da saudade”, um alô do Djavan, Santiago é uma cidade maravilhosa e eu espero voltar muitas vezes mais. Um abraço”.

Djavan nos recebeu com muita simpatia e simplicidade, estas qualidades que só tem os grandes. E sendo um dos grandes da nossa música tão potencialmente rica, não teve problema em mostrar junto a sua banda (nove músicos), que é um verdadeiro deus na música e na interpretação.

Nós do ICB (Instituto Cultura Brasil), estivemos aí, e gritamos:

VALEU DJAVAN!

Eugênia dos Santos, nossa coordenadora cultural e condutora do Programa “A hora da Saudade”, pôde conversar com o músico em sua passagem pelo Chile.

domingo, 18 de maio de 2008

A Chanceler e o Negócio da China.

A república parlamentarista socialista chinesa governada pelo Partido Comunista proíbe que casais tenham mais de um filho.

Mesmo assim alguns conseguem driblar a determinação e usam como alternativa não registrar o nascimento do segundo filho, mantendo-o na clandestinidade.
Por isso, diz-se que a população chinesa poderá ser maior do que a divulgada oficialmente.
Dos quase um bilhão e trezentos milhões de habitantes, um Brasil e meio vivem com renda equivalente a quarenta e cinco reais por mês, e a grande maioria da população recebe salário de cento e sessenta reais.

A reserva, aparentemente, inesgotável de mão-de-obra oferecida ao mundo capitalista pelo governo chinês, poderá estar chegando ao fim.
Com a melhoria da economia, a população começou a exigir maiores salários e melhores condições de trabalho, e o regime resolveu modificar as leis trabalhistas para melhor proteger a saúde, a segurança do trabalhador, e o meio ambiente.

Quem não está gostando das mudanças são as empresas multinacionais que usam a mão-de-obra chinesa para baratear os seus custos de produção.
O governo sabe que o caminho a ser trilhado no futuro será o parecido com o da Coréia do Sul e o do Japão: Treinar a mão-de-obra para as indústrias de alta tecnologia.

Esta semana, no Brasil, a chanceler alemã Angela Merkel, de passagem para Lima no Peru, concedeu entrevista dizendo que a Alemanha apoiava o etanol brasileiro, mas que estavam vigilantes para que o aumento da produção de cana não fosse sem o devido cuidado ao meio ambiente, e que os preços competitivos não fossem fruto do pagamento de baixos salários a trabalhadores rurais.

Não defendo baixos salários, condições inadequadas de trabalho, ou degradação do meio ambiente, contudo, ao ouvir os comentários da chanceler me perguntei: Por que as empresas alemãs possuem inúmeras fábricas em território chinês?
Certamente, não é porque gostam dos olhos puxados dos orientais, mas, pelos baixos salários pagos e as péssimas condições de trabalho oferecidas naquele país.

Agora que os chineses começaram a fazer cirurgias plásticas nas pálpebras para tornar os olhos mais “abertos”, e na língua para facilitar a pronuncia do idioma inglês, os compatriotas da chanceler estão planejando mudar suas fábricas para a Índia, Indonésia, e Vietnã, países que ainda oferecem mão-de-obra barata.
O certo é que o chamado “Negócio da China” está para acabar.

Caso os alemães achassem que no Brasil a mão-de-obra realmente é barata, não anunciava, vez por outra, que desejam tirar a fábrica da Volksvagen do país por falta de competitividade.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Ana Carolina





















A socióloga Eugênia dos Santos entrevistou Ana Carolina em sua estada no Chile.
Eugênia que é professora de Cultura e Literatura Brasileira da Pontifícia Universidade Católica de Valparaiso é a nossa oradora convidada para o próximo encontro cujo tema é FORRÓ.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Encontros Culturais

Não percam....

No dia 17 de maio no Café Starbucks de Pedro de Valdivia, 239 , Providencia, realizaremos nossos “Encontros Culturais”, sempre com a Música Brasileira e sua história. Agora com "Brasil profundo : O forró, Identidades musicais mantidas e perdidas".

O que se chama hoje de forró refere-se, na verdade, a diversos ritmos nordestinos, dentre eles o baião. O forró tem enorme aceitação no Brasil inteiro, mas, assim como outros gêneros musicais, já sofre com a indústria cultural que cria grupos e bandas que diluem a influência nordestina em baladas pop dotadas de apelo comercial.

Luiz Gonzaga nasceu em Exu, Pernambuco, em 13 de dezembro de 1912. Foi um compositor popular. Aprendeu a ter gosto pela música ouvindo as apresentações de músicos nordestinos em feiras e em festas religiosas. Quando migrou para o sul, fez de tudo um pouco, inclusive tocar em bares de beira de cais. Mas foi exatamente aí que ouviu um cabra lhe dizer para começar a tocar aquelas músicas boas do distante nordeste. Pensando nisso compôs dois chamegos: "Pés de Serra" e "Vira e Mexe". Sabendo que o rádio era o melhor vínculo de divulgação musical daquela época (corria o ano de 1941) resolveu participar do concurso de calouros de Ary Barroso onde solou sua música “Vira e Mexe” e ganhou o primeiro prêmio. Isso abriu caminho para que pudesse vir a ser contratado pela emissora Nacional.

No decorrer destes vários anos, Luiz Gonzaga foi simbolizando o que melhor se tem da música nordestina. Ele foi o primeiro músico assumir a nordestinidade representada pela a sanfona e pelo chapéu de couro. Cantou as dores e os amores de um povo que ainda não tinha voz.
Venha saber um pouco mais do Brasil e das suas raízes musicais.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Piaf - Um Hino ao Amor

A vida de Édith Giovanna Gassion teve tudo para dar errado. E deu.
Antes de tornar-se cantora famosa em Paris teve de suportar a infância vivida durante a primeira guerra mundial.
A falta de cuidado da mãe, o crescimento dentro de um bordel explorado pela avó, o desemprego e o alcoolismo do pai que era artista de circo, não lhe tirou o que tinha de melhor: a voz.

Temporariamente cega, a avó a levou à cidade de Lisieux para visitar o túmulo de Santa Tereza acompanhada de meretrizes que ajudam a criá-la. Ao retornarem, surpreendentemente, a garota voltou a enxergar.

Jovem, resolveu jogar tudo para trás e começar a cantar nas ruas de Montmatre, bairro boêmio de Paris, quando, alcoolizada foi descoberta por um empresário do ramo que lhe batizou com o nome artístico de Edith Piaf (pardal).
Daí em diante, quanto mais sucesso mais boemia, mais droga, mais conflito, até conhecer e apaixonar-se pelo boxeador Marcel Cerdan, que veio a morrer quando, a seu pedido, se deslocava para um encontro.

Daí em diante, mais músicas apaixonadas próprias para a época, mais morfina, mais champagne, até desmaiar no palco do Olympia. Morreu infeliz aos quarenta e sete anos, sem condições de se pôr sozinha de pé, curvada pelo reumatismo e corroída pelo câncer.

O filme estrelado por Marion Cotillard no papel de Piaf, Gérard Depardieu no papel do empresário Louis Lepée, e Jean-Perre Martins interpretando o amante Marcel, prende o telespectador pela história, interpretação e fotografia.

Não bastasse a envolvente história, ouvir Non, Je Ne Regrette Rien (Não, Não Me Arrependo de Nada), e poder imaginar-se nas ruas estreitas e movimentadas de Montmatre - bairro boêmio mais famoso de Paris – ouvindo Edith Piaf , é, sem dúvida, um presente da roteirista Isabelle Sobelman e do diretor Olivier Dahan.

Para quem ainda não assistiu, pode ver aqui algumas cenas

segunda-feira, 28 de abril de 2008

OURO BRUTO

Escrito por Joelmir Beting – 29/04/08.

Acabo de chegar de Roma, onde, esta semana, se realiza o primeiro Fórum Internacional de Energia. Integrado por ministros do ramo, de 77 países, o encontro coloca pela primeira vez ao redor da mesma mesa, que de redonda não tem nada, países produtores, exportadores, importadores e consumidores de petróleo e de gás natural.

Exatamente nesta semana em que o barril de ouro bruto desfila em bolsas do ramo, as de Londres e Nova York, as maiores cotações da história, em termos reais.

Em 12 meses, o barril de petróleo negociado em Nova York disparou de US$ 70 para quase US$120, reajuste acumulado de 70%.

Para os analistas reunidos em Roma, no rodapé do Fórum, esse barril a US$ 120 pode ser assim decodificado: metade da cotação recorde, US$ 60, é obra e graça do mercado físico, regido pela severa lei da oferta e da procura. Consumo estagnado nos países desenvolvidos, mas muito atiçado nos países emergentes, liderados pelo planeta China. A outra metade dessa cotação nas nuvens é atribuída a dois fatores de peso: a desvalorização global do dólar, moeda de troca do petróleo, vulgo petrodólar, e a especulação de fundos de derivativos financeiros infiltrados nas bolsas do setor.

Esses contratos manipulavam, na semana passada, contratos a futuro de petróleo no total de US$ 278 bilhões.

É como se esses chacais do mercado primário de energia tivessem hoje em seu poder um estoque de petróleo maior que o das maiores produtoras e/ou compradoras do mundo.

Vai daí que está armado o enguiço: no empate técnico entre oferta e procura, o derretimento cambial do petrodólar e a especulação da banda tipo bolsa de futuros em que se meteu o petróleo velho de guerra.

Conclusão: barril acima de US$ 100 por tempo indeterminado. O que estimula novos lances de conservação de energia e de substituição do petróleo em escala também global.

Nesta mesma semana, o presidente Bush, oportunista, anunciou o segundo capítulo de um programa oficial de parceria do governo com as montadoras americanas para a produção de carros capazes de rodas de 25 a 35 quilômetros por litro de gasolina, a partir de 2015.

Parceria que teve, como primeiro capítulo no governo Clinton, na década passada, a abertura para a GM, a Ford e a Chrysler dos segredos tecnológicos da Nasa na engenharia dos motores e na química dos combustíveis.

Enquanto isso, o mundo retoma a discussão da contingência energética da produção de biocombustíveis, com sobras para a conveniência ecológica dessa energia verde, renovável ad infinitum.

Sem contar, na lateral, como ocorreu em Roma, o sinal verde para a ampliação desinibida do parque nuclear dentro da matriz energética global.

Em resumo: barril acima de US$ 100 enche a bola dos seus dois maiores adversários: conservação e substituição do petróleo por fontes alternativas da matriz energética e da matriz automotiva.

E assim caminha a humanidade. Ou, como se diz em Roma, cosi la nave va...

terça-feira, 15 de abril de 2008

A cachaça do Brasil

No Brasil a boa cachaça deixou de ser uma bebida sem valor.
Ela é apreciada nas confrarias, tem admiradores no resto do mundo, e conta com legislação específica.
Alguns fatores impulsionam um mercado promissor, com lucro de até 600 milhões de dólares ao ano.
São mais de cinco mil marcas de cachaça registradas. A produção anual é de aproximadamente 1,4 bilhão de litros ao ano.
Há marcas que custam até US$ 230,00 a garrafa, e outras que podem ser adquiridas pela bagatela de US$ 2,00 a garrafa.

Os dez mandamentos da boa cachaça segundo Sérgio Arno, Chef e Dono da Universidade da Cachaça.

1º MANDAMENTO - Análise do Rótulo
Verifique o ano, a procedência, a cor, o lacre e a graduação alcoólica. Garrafa deve ser sempre transparente, pois a cor ajuda a identificar, entre outras coisas, as impurezas.

2º MANDAMENTO – Não ter Preconceito
Se de qualidade garantida, a cachaça não tem nada de "marvada". Ter preconceito é totalmente infundado.

3º MANDAMENTO – Beber em Temperatura Ambiente
A temperatura ambiente é ideal, pois mantém o aroma e o sabor intocados.

4º MANDAMENTO – Dar a cada Cachaça o fim merecido
Para a mundialmente conhecida bebida “caipirinha”, deve-se usar uma cachaça com teor alcoólico alto, pois o gelo dilui a bebida. E sempre branca. O sabor envelhecido não combina com a caipirinha.
O mesmo tipo de cachaça, branca e forte, deve ser usado para culinária, pois o alto teor alcoólico flamba melhor. E, para beber purinha, vale a melhor cachaça é a envelhecida em tonéis de madeira e de boa procedência.

5º MANDAMENTO – Como Guardar
Monte a sua adega. Mantenha as garrafas num ambiente escuro, fresco e longe da mesa, para evitar a tentação.

6º MANDAMENTO – Conhecer para Degustar
Um pouco de conhecimento sobre o mercado e a história da cachaça ajuda a não levar gato por lebre. Salinas, por exemplo, é ícone da cachaça nacional, mas algumas marcas desconhecidas embarcam na fama e vendem pinga barata com a rubrica da cidade.

7º MANDAMENTO – Não beber sozinho
Cachaça é para bebericar com os amigos, é algo social. Quanto mais amigos se têm, mais cachaça na cabeça...

8º MANDAMENTO – Combinação com Alimentos
Tudo que é gorduroso vai bem com cachaça.
Mas tem de ser branca, nunca envelhecida, porque o sabor da madeira compete com o do alimento. Cachaça envelhecida, só após as refeições, de preferência com um bom charuto.

9º MANDAMENTO – Amigos e Mulheres
Para impressionar, diga que cachaça envelhecida guardada no freezer ganha a viscosidade de um licor, e substitui até um bom brandy.

10º MANDAMENTO – Degustar sem tornar-se um cachaceiro
As provas de cada cachaça devem ser pequenas. Tenha sempre água, pão ou bolinho para consumir entre as provas, para limpar a boca.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Projeto reconhece união de imigrantes gay no Brasil.

A reformulação do Estatuto do Estrangeiro proposta pelo governo Lula, se aprovado no Congresso Nacional, permitirá que homossexuais estrangeiros que tenham companheiros no país obtenham visto temporário ou permanente, a exemplo do que já ocorre com casais heterossexuais. A análise será caso a caso.

Além dos gays, o imigrante ilegal, que aporta no Brasil em busca de emprego, em vez de deportado, poderá ser reconhecido vítima de tráfico de pessoas, podendo requerer visto de permanência.