As tropas espanholas retomaram o controle, Carlos Céspedes foi deposto, e a Espanha deu continuidade à exploração dos metais preciosos, e ao controle sobre os latifúndios açucareiros.
Depois que um navio americano explodiu no porto cubano, os Estados Unidos tiveram o álibi para declarar guerra, e expulsar os espanhóis, colocando-se como a “tábua de salvação” de Cuba.
A cobrança veio logo a seguir. McKinley, presidente dos Estados Unidos à época, assinou uma Resolução declarando Cuba independente, e nomeou o general americano Johon Brooke governador, que teve a incumbência de implantar medidas econômicas que beneficiaram os Estados Unidos, e os americanos que se instalaram na Ilha. Posteriormente fez incluir na Constituição cubana a ”Emenda Platt” garantindo aos americanos interferirem no país quando seus interesses fossem ameaçados.
Depois de muitas desilusões, os movimentos sociais se proliferaram, e culminou com a ascensão de Fidel Castro ao poder.
Foi então que os americanos raivosos excluíram comercialmente Cuba do mapa, e o açúcar produzido sobrou nas mãos da União Soviética por interesse da guerra fria com os Estados Unidos. O regime de Fidel conseguia sobreviver devido o interesse da Rússia e dos seus parceiros em ter um território próximo à América, para instalarem as suas bases militares.
Agora, fora o ditador Hugo Chaves que fornece petróleo subsidiado a Cuba, interessado em aumentar a influência política contra os americanos, os demais tolerantes e simpáticos ao carismático Fidel trocam, apenas, abraços fraternos.
O exemplo da Espanha, dos Estados Unidos e da União Soviética poderá ser seguido pela Venezuela, para impedir as mudanças esperadas pelo mundo, devido à fenda provocada pela enfermidade do homem que fez o povo cubano calar-se por quase cinqüenta anos.
Dos cubanos não se pode esperar muito, já que não conhecem nada mais do que é convenientemente permitido pelo regime.
Afinal, “Quantos anos devem algumas pessoas existir até que sejam permitidas a serem livres?” - Blowin’in The Wind - Bob Dylan.
domingo, 24 de fevereiro de 2008
A Saga da Mordaça Cubana
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Vaidade Mata
Lá chegando ficou em estado de pré-coma e encontrou-se com Deus:
- Que é isso? - Perguntou ao Criador - Eu morri?-
Não, pelos meus cálculos, você morrerá daqui a 43 anos, 8 meses, 9 dias e 16 horas - respondeu o Eterno.
Ao voltar a si, refletindo o quanto tempo ainda tinha de vida, resolveu ficar ali mesmo naquele hospital e fez uma lipoaspiração, uma plástica de restauração dos seios, plástica no rosto, correção no nariz, na barriga, tirou todos os excessos, as ruguinhas e tudo mais que podia mexer para ficar linda e jovial.
Após alguns dias de sua alta médica, ao atravessar a rua, veio um veículo em alta velocidade e a atropelou, matando-a na hora.
Ao encontrar-se de novo com Deus, ela perguntou irritada:
- Puxa, Senhor, você me disse que eu tinha mais 43 anos de vida. Por que morri depois de toda aquela despesa com cirurgias plásticas?E Deus aproximou-se dela e, olhando-a diretamente nos olhos, respondeu:
- Menina! Eu não te reconheci...
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
E os jardins da Babilônia?

Pelo lido, Asne apesar de contestar o comportamento de Aliya, diante da disciplina imposta pelo antigo regime, tentou entendê-la ao ter conhecimento da forma como era cobrado o descumprimento às orientações de Saddam.
O que parecia atitude vinda da consciência e de uma forma de pensar, não passava de “lavagem cerebral” imposta à maioria dos iraquianos, que os impossibilitava de analisar o que era certo e errado.
No entanto, a disciplina às leis imposta pelo regime, e principalmente a falta de condições de questioná-lo fez de Aliya uma pessoa desprovida de opinião, e se as tinha não sabia se devia e podia externá-las.
Após a invasão do Iraque pelas forças aliadas aos Estados Unidos a interprete chegou a se perguntar: - “As pessoas dizem que ele (Saddam) não se preocupava conosco. Dizem que só pensa em si mesmo.” – e continuou sem expressar o que ela pensava.Enquanto isso um soldado americano expressou a sua opinião: - “Não tenho certeza que esta guerra seja justa. (...) Acho que tudo isso é por causa do petróleo. (...) O único ministério que protegemos é o do petróleo.” – referindo-se a guarda do prédio onde funcionava o Ministério do Petróleo, enquanto toda a história da Babilônia estava sendo destruída.
Os temores de uma jornalista que viveu dentro de uma guerra foram relatados com isenção no livro “101 dias em Bagdá”. No mais, Saddam já recebeu a sua sentença, e o resto dos iraquianos torce por uma vida normal.
sábado, 19 de janeiro de 2008
Chato como um Disco

A mulher mais linda, não é Ingrid Bergman do filme Casablanca. Sem dúvida é a que a mente humana idealiza, e a deseja ao ler sua definição no desenrolar de uma história a exemplo da contada no parágrafo anterior.
Propositadamente, ao escrever o texto acima - em negrito - omiti inúmeros detalhes que certamente serão inseridos pela mente do brioso leitor. A ele caberá a escolha e o poder mental de acrescentar inúmeras características, conforme o seu desejo e a sua preferência.
Por exemplo: a mulher do leitor pode ser loira, morena ou negra. O cabelo pode ser curto como o de Gabrielle Chanel ou longo como o de Janis Joplin. As curvas do corpo podem ser discretas ou proeminentes. A altura pode ser superior ou inferior a um metro e setenta. Os lábios podem ser torneados como os de Greta Garbo ou carnudos e espaçosos como os de Angelina Jolie.
Você deixaria sua mulher “ideal” adormecer no seu colo e dormir até o dia amanhecer ou dormirias no dela?
Posso afirmar: Nada é mais interessante que um livro ou tão chato como um disco!Dicionário Aurélio: "Disco" é um “Objeto chato e circular”. "Chato" é "sem relevo; liso, plano".
"O ritmo é DEUS desidratado"
Para entender o compositor Tom Zé precisa-se ter ouvidos bem abertos, do contrário corre-se o risco de se evocar os paradigmas.Um dos pais do Movimento Tropicalista ao falar de música, termina dissertando sobre folclore, história, sociologia, psicologia, política, e muitas outras coisas.
Diz que o funk é um ritmo “microtonal”, “plurisemiotica”, e “meta refrão”.
De relação ao primeiro adjetivo – microtonal - ele explica que a nota, apesar de repetitiva, não fica parada. Ela muda de intensidade e provoca um sentimento de evolução e involução.
Sobre o segundo adjetivo – plurisemiótica – diz respeito ao uso da música como fogo e água. Ou seja, o fogo desperta a sexualidade e a água prepara para a sua prática.
E o último adjetivo citado – meta refrão – se justifica porque não existe em qualquer outra música tanto refrão como no funk.
Tom Zé ao falar sobre o governo Lula disse que o mundo esperou que fosse uma coisa “direita de esquerda” e o que está acontecendo são “ondas concêntricas de corrupção” as quais estimulam práticas não éticas de políticos, empresas e pessoas.
Este trocadilho; “direita de esquerda” tinha mesmo de ser da cabeça do Tom.
Pacto de Silêncio
Quantos pactos de silêncio você fez na vida?Alguns consigo mesmo, outros com amigos, com colegas, e até com pessoas que você nunca mais vai ver!
Um pacto de silêncio é feito em função de algum fato que tenha causado prejuízo a alguém ou não. Cada pacto tem um motivo que justifica, para a pessoa, o silêncio.
O filme “Pacto de Silêncio” do diretor Graham Guit tem como atores o experiente Gérard Depardieu e a sensual Élodie Bouchez no papel de irmãs gêmeas.
Mostra pessoas sendo envolvidas por questões filosóficas, familiares, religiosas, e sociais. Todos os pactos relatados tiverem um único instinto: a proteção.
A fita foi rodada em Paris com cenas na bela Notre Dame situada na Île de
Trata de um tema sempre atual.
Peca por um fato: à procura de cura da freira levou a madre a participar de uma sessão em um terreiro de candomblé. Até aí tudo bem se não fosse a música escolhida durante o culto.
O diretor Guit escolheu uma música cantada na dança que representa a luta de “Maculelê”, negro acolhido por índios, que se tornou herói ao defender sozinho a tribo usando bastões de madeira, em vez de outras tantas praticadas nas sessões de cura.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
O Vento é o Ar em Movimento

A rede que abriga a globalização financeira ainda não parou de balançar com as notícias vindas da terra do Tio Sam.
A frase “I Want You” usada para recrutar soldados americanos para a Primeira Guerra Mundial ainda é adequada para nortear a economia mundial.
No momento
As Bolsas de Valores desabaram na intensidade das condições dos fundamentos econômicos praticados em cada país, e nos prováveis desempenhos das suas empresas que compõem os índices.
Apesar de o mercado mundial esperar uma redução da taxa básica a ser divulgada pelo FED (Banco Central Americano), na tentativa de evitar a recessão nos Estados Unidos, não se sabe como este mesmo mercado reagirá futuramente, diante do risco de aumento da inflação, provocado por esta medida.
No Brasil, o colchão das reservas em dólares mantidas pelo governo a custo elevado, e os fundamentos da economia, ajudaram a diminuir os efeitos do vento forte. Contudo, não se pode deixar de considerar que um percentual significativo do IBOVESPA (Indice da Bolsa de Valores de São Paulo) é composto por empresas exportadoras, as quais poderão ser prejudicadas com a crise.
Sabe-se que o epicentro do terremoto financeiro mundial está situado na terra do Tio Sam. Como entender que por aqui o dólar está em alta, a Bolsa de Valores está em queda, e os recursos estão sendo retirados da economia brasileira para serem direcionados para aquisições de Títulos do Governo Americano?
A resposta é simples: A economia Americana ainda é a maior do mundo. Caso ela venha a quebrar leva consigo as demais economias, inclusive a brasileira.
Por isto o Tio Sam ainda diz: “I Want You” ou “Eu Quero Você” investindo em meu país.