segunda-feira, 24 de novembro de 2008

No dia 21/11/08 ocorreu na Universidade Católica de Valparaiso um debate sobre o filme "Brasileirinho", patrocinado pelo Instituto Cultura Brasil.

A professora responsável Eugênia dos Santos teve a companhia da palestrante Mariana Albert. No evento o Instituto Cultura Brasil foi representado pelo professor Thiago Nogueira.
O filme de Mika Kaurismaki mostra o chorinho como um símbolo de brasilidade.


Na foto: Eugenia, Mariana, e Thiago.





Mais um ponto marcado pelo Instituto Cultura Brasil...

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Terreno minado para Barack Obama

No livro “O castelo” escrito por Franz Kafka há o relato da busca incessante do personagem “K” para tentar conhecer os processos que permeiam o poder.

O senhor “K”, contratado pelo castelo para realizar serviços de agrimensura, ficou inseguro ao tentar se apresentar para receber as orientações necessárias à execução das atividades, ao se deparar com uma situação inusitada: Klamm, seu possível chefe não permitia o contato.

O agrimensor lutou desesperadamente, através do mensageiro Barrabás, marcar uma conversa com Klamm. Sem sucesso, resolveu afrontá-lo conquistando Frieda, funcionária da hospedaria, cujo prestígio na comunidade era amplo por ser amante de Klamm.
O agrimensor condicionou o seu matrimônio com Frieda ao fato de Klamm recebê-lo para uma conversa, já que ela havia sido sua amante. Esta exigência deixa transparecer dúvidas quanto ao seu real interesse em Frieda.

“K” encontrou-se com o prefeito, que habilmente desmereceu o serviço para o qual havia sido contratado, enfraquecendo propositadamente a sua posição. Nesta conversa o prefeito convenceu “K” a aceitar a tarefa de servente em uma escola da comunidade em substituição a para a qual ele havia sido contratado. Deixou transparecer que apesar de não haver necessidade do novo serviço estava autorizando por exercício de autoridade, inclusive, autorizando a sua permanência nas dependências da escola juntamente com Frieda, e os seus dois ajudantes.
A proposta aceita por “K” por falta de alternativa, sinalizou que Klamm não tinha o poder que diziam possuir. Há de se entender que o prefeito usou “K” para enviar a Klamm uma mensagem subjetiva sobre as forças contrárias existentes nas relações políticas administrativas.

Na busca incansável de explicação para o que estava acontecendo “K” se depara com Olga, irmã de Barrabás o mensageiro de Klamm, que depois de longa conversa põe em dúvida o poder de Klamm e de outros funcionários do castelo, referindo-se inclusive às mensagens ditas como enviadas por Klamm como possíveis de não serem oficiais.

Por fim, Pepi que substituiu Frieda nos serviços do balcão da Hospedaria dos Senhores após o rompimento do relacionamento com Klamm, ao sentir a possibilidade do retorno dela (Frieda) ao seu posto por recomendação de funcionário do castelo que resultou na separação de “K”, tentou incutir na mente deste que a facilidade que ele teve para conquistá-la ocorreu devido o interesse de Frieda de usá-lo para chamar a atenção do ex-amante Klamm.

Pelo visto, Franz Kafka acreditava que o poder é capaz de desenvolver tentáculos eficazes de sustentar estruturas administrativas hierárquicas incoerentes, que funcionam para satisfazerem interesses esdrúxulos, cujo uso envolve o relacionamento humano, e este pode se tornar fator importante no divisor de águas.

O poder atrai todos os tipos de energia, e, o bom exercício passa por permear o linear da ética, os interesses públicos e sociais. Precisamos acreditar que Obama seja capaz de mudar os processos para uma boa administração do "Castelo Branco" americano.

sábado, 18 de outubro de 2008

Show da língua portuguesa!

Um homem rico estava muito mal, agonizando. Pediu papel e caneta. Escreveu assim:

“Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres.”

Morreu antes de fazer a pontuação. A quem ele deixava a fortuna? Eram quatro concorrentes.

1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:

Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.

sábado, 11 de outubro de 2008

Tirem o doente de lá!

Quando o doente se encontra em fase terminal, não adianta levá-lo para uma UTI e submetê-lo a aplicações desordenadas de medicamentos.

A crise financeira que o mundo atravessa apesar de previsível, suas conseqüências foram avolumadas devido os governos dos Estados Unidos e da Europa não terem conseguido sensibilizar, no momento oportuno, os poderes legislativos e a população para implantar medidas necessárias ao enfrentamento.

O dinheiro que ainda não virou pó em instituições falidas e nas bolsas de valores em todo o mundo está empossado em bancos que não mostram disposição para repassá-los aos clientes, até que o vento comesse a soprar favorável e limpe as nuvens que impede visualiza-se o horizonte.

Por mais que os governos coloquem recursos no mercado o efeito sobre a economia real tem sido tímido para não dizer nenhum. Com isso a recessão na Europa, nos Estados Unidos, e na Ásia já deu sinais. A população já parou de consumir.

A quebra do banco Lehman Brothers nos Estados Unidos, induzido pelo próprio tesouro americano para justificar que já existia um defunto no armário e, portanto, precisava que o congresso aprovasse o pacote enviado por Bush, terminou sacudindo a credibilidade bancária. O tiro saiu pela culatra.
É bom que se diga que sem credibilidade o mercado financeiro não voltará a funcionar com normalidade, e o descuido de Bush com o doente Lehman Brothers terminou atrapalhando a credibilidade esperada, após a divulgação da injeção de recursos.

Não é difícil ouvir citações de economistas que a crise já chegou ao Brasil. Fico em dúvida se o presidente, ao fazer declarações otimistas, ainda não tomou consciência do fato; se quer enganar o povo; se está impregnado com o sucesso econômico dos últimos anos e a ficha ainda não caiu; ou se ainda não desceu do palanque das campanhas? Quero acreditar que ele consegue entender tecnicamente o que está ocorrendo, porque negar esta crença é reconhecer o risco que estamos corremos. Dizer que o Natal será muito bom e o Ano Novo será excelente é afirmação insensata.

O Brasil tem a vantagem de produzir produtos agrícolas que continuarão sendo necessários aos povos e ao consumo interno, contudo os preços destas commodities no mercado externo estão despencando e as contas públicas certamente ficarão no vermelho este ano e também em 2009, apesar da carne, da soja e de outros produtos brasileiros continuarem com mercado externo garantido.

Um fato que ajuda a America Latina na crise é a redução do índice de pobreza ocorrido nos últimos anos. Terminou por incluir parte da população no mercado consumidor, especialmente o de alimentos aqui produzidos.
Neste caso a depreciação do valor do real ajudará a compensar parte das perdas dos preços futuros, porém poderá impactar no aumento dos custos já que alguns dos insumos usados na produção agropecuária são importados e depende da variação do dólar.

As dívidas existentes no mundo dos negócios, feitas através de contratos em dólares faz com que a moeda americana se mantenha apreciada, e não perca importância no fluxo dos negócios comerciais, apesar dos recentes acontecimentos.

A taxa de juros Selic mantida no patamar atual possivelmente favorece a queda dos preços das ações na BOVESPA. Não está havendo interesse dos investidores em aproveitar os baixos preços das ações para ampliar suas carteiras. É mais fácil e seguro ganhar menos dinheiro, agora, com CDB e títulos do governo federal do que aventurar comprar ações para arriscar ganhos futuros.
Enquanto os investidores externos vendem suas ações para pagar compromissos no exterior os brasileiros mantêm as posições para não realizar prejuízos.

Enganam-se os que se consideram fora da crise, porque de alguma forma serão atingidos.
O doente está na UTI e os governos não sabem como tirá-lo de lá! É bem provável que surja uma nova ordem mundial...

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Ensaio sobre a cegueira

O filme Ensaio Sobre a Cegueira dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles consegue retratar com fidelidade os questionamentos do livro de José Saramago que lhe serviu de roteiro.
Quem leu o livro antes de ver o filme, certamente aproveita melhor a história.
Enquanto a leitura permite a interrupção conveniente para saborear alguns momentos de reflexão sobre o texto, o filme envolve o expectador conforme a visão do diretor.
Para ser justo, o Meirelles consegue dar fidelidade á história, contudo o livro permite imaginar e divagar conforme as experiências, os valores éticos, e os momentos emocionais de cada leitor.

A linguagem do filme é mais leve que a do livro, até porque estamos a falar de José Saramago. Contudo, Fernando Meirelles consegue com maestria transformar em imagens o intrigante e reflexivo texto de Saramago.

A cidade hipotética criada pelo autor, cuja população foi tomada por uma cegueira epidêmica e misteriosa, mostra a capacidade do ser humano de adaptar-se a situações adversas; a pouca importância dada pelos governantes às minorias; a formação de grupos para defender interesses comuns; a prática do oportunismo; o afloramento do egoísmo; e o quão degradante pode ser o mundo com a ausência de serviços aparentemente simples com a energia elétrica, o abastecimento de produtos alimentícios, e a água tratada.

A mulher do médico, personagem representada pela atriz Julianne Moore, única pessoa da cidade que dribla a cegueira, certamente foi salva da peste pelo autor Saramago para que, através dos seus olhos, poder descrever os acontecimentos.

Fora o relato dado, como tarefa, à mulher do médico age em determinados momentos com emoções naturais de um ser humano em situações adversas, cujos valores morais e sociais são mudados rapidamente de acordo com as situações, a exemplo do que acontece nas catástrofes e nas guerras.
Possivelmente, na personagem está incorporado o próprio autor José Saramago.

A experiência de ter lido o livro e visto o filme é sem dúvida enriquecedora.
Proporciona uma visão da não visão, e quanto o ser humano está vulnerável aos ensinamentos, para não dizer castigos, da natureza.

O filme tem no seu elenco além de Julianne Moore no papel da "mulher do médico", o conhecido Mark Ruffalo como "médico", a brasileira Alice Braga, que já atuou em mais de dez filmes inclusive em Cidade Baixa e Cidade de Deus, no papel da prostituta "Mulher dos Óculos Escuros", o experiente Danny Glover no papel do "Velho da Venda Preta", além de Gael García Bernal que atuou como Che Guevara no filme Diários de Motocicleta no papel de "Rei da Ala 3", e o outro experiente ator Maury Chaykin, que já trabalhou em mais de cento e quarenta filmes, inclusive Dança com Lobos, no papel do "Contador".
Observe que nenhum dos personagens possui nome.

O filme merece ser visto e discutido, assim como o livro que lhe deu origem.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

As Andorinhas de Cabul

O romance “As Andorinhas de Cabul” escrito por Yasmina Khadra trás uma história curiosa.

A trama escolhida pelo autor para relatar situações vividas pelo povo afegão submetido aos talebans envolve dois casais que destoam do relacionamento tradicional, quando os homens declaram sentimentos amorosos por suas esposas.

Nos últimos capítulos, por situações diferentes, os destinos dos casais se entrelaçam, e a maior surpresa aparece quando Mussarat, esposa de Atiq Shankat, percebe a angustia do marido por ter se apaixonado involuntariamente por Zunaira, esposa de Moshen, e decide abrir mão da própria vida para tentar fazê-lo feliz.

O autor consegue mostrar de forma sutil e inteligente que o ser humano, apesar de agir conforme os preceitos religiosos possui sentimentos inerentes à própria natureza, independente da doutrina que pratique.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Atentado na China

Dezesseis policiais morreram e outros ficaram feridos após um atentado na cidade de Kashgar, distante quatro mil quilômetros de Pequim.

O governo chinês diverge de grupos mulçumanos que querem a independência da província que abriga a cidade de Kashgar.
Divergir é um direito humano. A forma é questionável!

No livro “O Atentado" escrito por Yasmina Khadra ele cita: “Podem te tirar tudo, teus bens, teus mais belos anos, todas as tuas alegrias e todos os teus méritos, até tua última roupa – sempre restarão teus sonhos para reinventar o mundo que te confiscaram”.

Amin, o personagem que narra à história, foi surpreendido com a esposa envolvida em um atentado, que resultou na morte de dezenove pessoas, três a mais do ocorrido hoje na China.
Shiem, esposa do médico Amin amarrou bombas na cintura, tronando-se um kamikaze, e levou consigo um monte de jovens inocentes que festejavam um aniversário em um restaurante, por simples envolvimento com terroristas fundamentalistas.

Sabe-se que ao colhermos uma rosa podemos estar enfeitando uma sala, contudo estamos ajudando a destruir um jardim...
No caso de um kamikase a rosa não continua rosa, tampouco o jardim retoma a sua beleza. Todos são destruídos: os que vão e os que ficam.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Entre o Céu e a Terra

O que modifica a visão individual e divergente sobre o mesmo tema são as experiências particulares que contradizem as formas de ver coletivamente.

Enquanto as coletivas tendem serem superficiais, as individuais, certamente, são mais sofridas, e por isto melhores analisadas pelos indivíduos nos seus detalhes. Terminam sendo mais enriquecedoras.

Soluções para temas coletivos tomadas por administradores, em sua maioria, com visão cartesiana, racionalista, e dualista tendem desconsiderar as experiências individuais e minoritárias. Move a sensibilidade do administrador para algo que ignora necessidades individuais de minorias as quais sofrem conseqüências, que se atendidas não interfeririam financeiramente, politicamente, ou administrativamente no todo.

Enquanto a visão cartesiana fica dividida entre o “sim” e o “não”, a holística engloba as forças e experiências do coletivo formado pelo individualizado e pelo particular apesar da visão global, como contexto importante para tomada de decisões.
Neste caso, entre o “sim” e o “não” cartesiano as decisões são enriquecidas na tentativa de descobrir o que Hamlet, personagem de Shakespeare disse: "Existe mais coisas entre o céu e a terra do que pode supor nossa vã filosofia..."

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Que bicho é o teu?

Caso você não fosse humano que animal gostaria ser?

Escolha com toda liberdade que a sua imaginação lhe permitir.
Guarde a escolha para si.

Agora que você já escolheu ser um cavalo, um leão, uma cobra, uma barata, um beija-flor, um peixe, uma girafa, um porco, uma galinha, um macaco, um tatu, um elefante, um tigre, um javali, ou sei lá mais o que, responda a seguinte questão:
“Por que, não sendo humano, eu gostaria de ser o animal... “?

Provavelmente, você escolheu o animal que possui características que você não as tem, e gostaria de adquiri-las.

Agora que você entendeu o motivo da pergunta, podemos dar continuidade ao tema.
Cada um de nós deseja possuir características que apreciamos em outras pessoas, contudo se lhe perguntarem se você gostaria de ser outra pessoa, certamente você dirá que gostaria de ser você mesmo. É uma questão de auto-estima.

Há algumas exceções. Por exemplo, se perguntasse a algumas mulheres se gostariam de ser a Gisele Bündchen, muitas irão responder que sim. E não se importariam em trazer a reboque o Leonardo de Di Caprio ou o Ton Brady.
Caso se questione os homens se gostariam de ser o Reynaldo Gianecchini, alguns responderiam que sim, outros retornariam a pergunta questionando se tinham que morar com a Marília Gabriela. Eis aí um problema! A maioria dos homens não gosta de mulheres que demonstram inteligência. Sentem-se inseguros. Preferem as que se passam por “burras”, mesmo quando não as são.

Voltando à questão do animal escolhido, certa vez fizeram-me esta pergunta. Não demorei a responder: Leão!
Veio em seguida: “Por que Leão”?
Respondi: Porque ele é majestoso, respeitado, faz várias cópulas por dia, determina que cacem quando tem fome, e não tem ansiedade que a vida moderna nos exige.
Viver relaxadamente sob uma árvore frondosa, ter minha juba ao vento, ter contato com a natureza, ter um harém à disposição, comer quando tem fome, e beber quando tem sede, é simplesmente um desbunde. Tenho a impressão que eu estava em um momento da vida querendo tranqüilidade...

Atualmente, sou quase um leão. Porém, não faço sexo várias vezes ao dia por não ter disposição, não tenho um harém por questões de fidelidade conjugal, não como animais silvestres porque defendo a natureza, não como quando tenho vontade para não engordar, e a minha juba cai mais do que cresce.
Restou para ser um “leão” apenas beber água a hora que tenho vontade.
Enfim, “leão” que nada!
Eu tenho é que me acostumar com a famosa “Lei da Gravidade”...

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Encontro Cultural - Forró

















O Instituto Cultura Brasil promoveu no último sábado o segundo Encontro Cultural para alunos e amigos no café Starbucks (Pedro de Valdívia).

Nesta ocasião a nossa prestigiada oradora Eugênia dos Santos abordou o estilo musical que representa a cultura nordestina brasileira: O forró.








Percorremos a região Nordeste do Brasil analisando todas as contribuições culturais que essa região deu ao país, destacando seus principais expoentes da literatura, música e folclore.






Os participantes puderam cantar a música Asa Branca de Luiz Gonzaga e Feira de Mangaio de Clara Nunes emocionando aos nordestinos presentes e entusiasmando a aqueles que não conheciam o rítimo.

“Adorei o forró, foi a primeira vez que ouvi o estilo e gostei muito, os passos não parecem difíceis e me deu vontade de dançar” comentou nossa aluna de Português nível dois Katalina Fuentes.

Durante a palestra ensinamos alguns passos básicos de “forró de pé de serra”, do ”xaxado”, e do “forró universitário”, este último com os sucessos do grupo Fala Mansa.






Foi mais uma agradável tarde de sábado, aquecendo o café inteiro com o forrozinho gostoso de dançar.
Não percam nosso próximo Encontro Cultural!






Clik em Luiz Gonzaga e Dominguinhos e veja o video dos melhores do forró...

O Show do Djavan em Santiago do Chile.

Djavan esteve fascinado com o público que o acompanhou este fim de semana no Teatro Caupolican em Santiago. Foram quase 4.500 pessoas que emocionadas cantaram junto ao músico brasileiro os seus mais emblemáticos sucessos.

Djavan já é história, e cada vez que o seu nome soa como visita sabe que o público responde.

Com uma trajetória de mais de 30 anos de carreira, Djavan mostra que é o que povo acredita. Aquele talento brilhante que saiu lá de Alagoas, estado do nordeste brasileiro e, tomou seu rumo em direção a cidade do Rio de Janeiro. Aí foi conhecido, hoje reconhecidamente um “pilar” dentro da MPB (Música Popular Brasileira), mostra que para criar a gente tem juntar tudo e misturar.

Djavan teve uma formação muito diversa, que vai desde Luiz Gonzaga, que é o rei de Baião (a música preciosa da sua região) até os Beatles, passando pelo Jazz, o flamenco, a música do Rio de Janeiro (Samba) e acima de tudo a música africana, através do folclore alagoano e pernambucano. Sua arte vem de tudo isso. E unido a tudo isso, vem a sua maneira pessoal de compor e de criar, vem sua personalidade criativa, diferente. E assim foi o show que apresentou aqui na cidade, cheio de simpatia e sensualidade deixou o público satisfeito com seu ecletismo musical.

Nós do Programa “A hora da saudade”, da Radio Universidade de Santiago, tivemos a oportunidade de estar junto a ele, e ele deixou estas palavras para os nossos ouvintes :

“Vocês da “A hora da saudade”, um alô do Djavan, Santiago é uma cidade maravilhosa e eu espero voltar muitas vezes mais. Um abraço”.

Djavan nos recebeu com muita simpatia e simplicidade, estas qualidades que só tem os grandes. E sendo um dos grandes da nossa música tão potencialmente rica, não teve problema em mostrar junto a sua banda (nove músicos), que é um verdadeiro deus na música e na interpretação.

Nós do ICB (Instituto Cultura Brasil), estivemos aí, e gritamos:

VALEU DJAVAN!

Eugênia dos Santos, nossa coordenadora cultural e condutora do Programa “A hora da Saudade”, pôde conversar com o músico em sua passagem pelo Chile.

domingo, 18 de maio de 2008

A Chanceler e o Negócio da China.

A república parlamentarista socialista chinesa governada pelo Partido Comunista proíbe que casais tenham mais de um filho.

Mesmo assim alguns conseguem driblar a determinação e usam como alternativa não registrar o nascimento do segundo filho, mantendo-o na clandestinidade.
Por isso, diz-se que a população chinesa poderá ser maior do que a divulgada oficialmente.
Dos quase um bilhão e trezentos milhões de habitantes, um Brasil e meio vivem com renda equivalente a quarenta e cinco reais por mês, e a grande maioria da população recebe salário de cento e sessenta reais.

A reserva, aparentemente, inesgotável de mão-de-obra oferecida ao mundo capitalista pelo governo chinês, poderá estar chegando ao fim.
Com a melhoria da economia, a população começou a exigir maiores salários e melhores condições de trabalho, e o regime resolveu modificar as leis trabalhistas para melhor proteger a saúde, a segurança do trabalhador, e o meio ambiente.

Quem não está gostando das mudanças são as empresas multinacionais que usam a mão-de-obra chinesa para baratear os seus custos de produção.
O governo sabe que o caminho a ser trilhado no futuro será o parecido com o da Coréia do Sul e o do Japão: Treinar a mão-de-obra para as indústrias de alta tecnologia.

Esta semana, no Brasil, a chanceler alemã Angela Merkel, de passagem para Lima no Peru, concedeu entrevista dizendo que a Alemanha apoiava o etanol brasileiro, mas que estavam vigilantes para que o aumento da produção de cana não fosse sem o devido cuidado ao meio ambiente, e que os preços competitivos não fossem fruto do pagamento de baixos salários a trabalhadores rurais.

Não defendo baixos salários, condições inadequadas de trabalho, ou degradação do meio ambiente, contudo, ao ouvir os comentários da chanceler me perguntei: Por que as empresas alemãs possuem inúmeras fábricas em território chinês?
Certamente, não é porque gostam dos olhos puxados dos orientais, mas, pelos baixos salários pagos e as péssimas condições de trabalho oferecidas naquele país.

Agora que os chineses começaram a fazer cirurgias plásticas nas pálpebras para tornar os olhos mais “abertos”, e na língua para facilitar a pronuncia do idioma inglês, os compatriotas da chanceler estão planejando mudar suas fábricas para a Índia, Indonésia, e Vietnã, países que ainda oferecem mão-de-obra barata.
O certo é que o chamado “Negócio da China” está para acabar.

Caso os alemães achassem que no Brasil a mão-de-obra realmente é barata, não anunciava, vez por outra, que desejam tirar a fábrica da Volksvagen do país por falta de competitividade.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Ana Carolina





















A socióloga Eugênia dos Santos entrevistou Ana Carolina em sua estada no Chile.
Eugênia que é professora de Cultura e Literatura Brasileira da Pontifícia Universidade Católica de Valparaiso é a nossa oradora convidada para o próximo encontro cujo tema é FORRÓ.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Encontros Culturais

Não percam....

No dia 17 de maio no Café Starbucks de Pedro de Valdivia, 239 , Providencia, realizaremos nossos “Encontros Culturais”, sempre com a Música Brasileira e sua história. Agora com "Brasil profundo : O forró, Identidades musicais mantidas e perdidas".

O que se chama hoje de forró refere-se, na verdade, a diversos ritmos nordestinos, dentre eles o baião. O forró tem enorme aceitação no Brasil inteiro, mas, assim como outros gêneros musicais, já sofre com a indústria cultural que cria grupos e bandas que diluem a influência nordestina em baladas pop dotadas de apelo comercial.

Luiz Gonzaga nasceu em Exu, Pernambuco, em 13 de dezembro de 1912. Foi um compositor popular. Aprendeu a ter gosto pela música ouvindo as apresentações de músicos nordestinos em feiras e em festas religiosas. Quando migrou para o sul, fez de tudo um pouco, inclusive tocar em bares de beira de cais. Mas foi exatamente aí que ouviu um cabra lhe dizer para começar a tocar aquelas músicas boas do distante nordeste. Pensando nisso compôs dois chamegos: "Pés de Serra" e "Vira e Mexe". Sabendo que o rádio era o melhor vínculo de divulgação musical daquela época (corria o ano de 1941) resolveu participar do concurso de calouros de Ary Barroso onde solou sua música “Vira e Mexe” e ganhou o primeiro prêmio. Isso abriu caminho para que pudesse vir a ser contratado pela emissora Nacional.

No decorrer destes vários anos, Luiz Gonzaga foi simbolizando o que melhor se tem da música nordestina. Ele foi o primeiro músico assumir a nordestinidade representada pela a sanfona e pelo chapéu de couro. Cantou as dores e os amores de um povo que ainda não tinha voz.
Venha saber um pouco mais do Brasil e das suas raízes musicais.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Piaf - Um Hino ao Amor

A vida de Édith Giovanna Gassion teve tudo para dar errado. E deu.
Antes de tornar-se cantora famosa em Paris teve de suportar a infância vivida durante a primeira guerra mundial.
A falta de cuidado da mãe, o crescimento dentro de um bordel explorado pela avó, o desemprego e o alcoolismo do pai que era artista de circo, não lhe tirou o que tinha de melhor: a voz.

Temporariamente cega, a avó a levou à cidade de Lisieux para visitar o túmulo de Santa Tereza acompanhada de meretrizes que ajudam a criá-la. Ao retornarem, surpreendentemente, a garota voltou a enxergar.

Jovem, resolveu jogar tudo para trás e começar a cantar nas ruas de Montmatre, bairro boêmio de Paris, quando, alcoolizada foi descoberta por um empresário do ramo que lhe batizou com o nome artístico de Edith Piaf (pardal).
Daí em diante, quanto mais sucesso mais boemia, mais droga, mais conflito, até conhecer e apaixonar-se pelo boxeador Marcel Cerdan, que veio a morrer quando, a seu pedido, se deslocava para um encontro.

Daí em diante, mais músicas apaixonadas próprias para a época, mais morfina, mais champagne, até desmaiar no palco do Olympia. Morreu infeliz aos quarenta e sete anos, sem condições de se pôr sozinha de pé, curvada pelo reumatismo e corroída pelo câncer.

O filme estrelado por Marion Cotillard no papel de Piaf, Gérard Depardieu no papel do empresário Louis Lepée, e Jean-Perre Martins interpretando o amante Marcel, prende o telespectador pela história, interpretação e fotografia.

Não bastasse a envolvente história, ouvir Non, Je Ne Regrette Rien (Não, Não Me Arrependo de Nada), e poder imaginar-se nas ruas estreitas e movimentadas de Montmatre - bairro boêmio mais famoso de Paris – ouvindo Edith Piaf , é, sem dúvida, um presente da roteirista Isabelle Sobelman e do diretor Olivier Dahan.

Para quem ainda não assistiu, pode ver aqui algumas cenas

segunda-feira, 28 de abril de 2008

OURO BRUTO

Escrito por Joelmir Beting – 29/04/08.

Acabo de chegar de Roma, onde, esta semana, se realiza o primeiro Fórum Internacional de Energia. Integrado por ministros do ramo, de 77 países, o encontro coloca pela primeira vez ao redor da mesma mesa, que de redonda não tem nada, países produtores, exportadores, importadores e consumidores de petróleo e de gás natural.

Exatamente nesta semana em que o barril de ouro bruto desfila em bolsas do ramo, as de Londres e Nova York, as maiores cotações da história, em termos reais.

Em 12 meses, o barril de petróleo negociado em Nova York disparou de US$ 70 para quase US$120, reajuste acumulado de 70%.

Para os analistas reunidos em Roma, no rodapé do Fórum, esse barril a US$ 120 pode ser assim decodificado: metade da cotação recorde, US$ 60, é obra e graça do mercado físico, regido pela severa lei da oferta e da procura. Consumo estagnado nos países desenvolvidos, mas muito atiçado nos países emergentes, liderados pelo planeta China. A outra metade dessa cotação nas nuvens é atribuída a dois fatores de peso: a desvalorização global do dólar, moeda de troca do petróleo, vulgo petrodólar, e a especulação de fundos de derivativos financeiros infiltrados nas bolsas do setor.

Esses contratos manipulavam, na semana passada, contratos a futuro de petróleo no total de US$ 278 bilhões.

É como se esses chacais do mercado primário de energia tivessem hoje em seu poder um estoque de petróleo maior que o das maiores produtoras e/ou compradoras do mundo.

Vai daí que está armado o enguiço: no empate técnico entre oferta e procura, o derretimento cambial do petrodólar e a especulação da banda tipo bolsa de futuros em que se meteu o petróleo velho de guerra.

Conclusão: barril acima de US$ 100 por tempo indeterminado. O que estimula novos lances de conservação de energia e de substituição do petróleo em escala também global.

Nesta mesma semana, o presidente Bush, oportunista, anunciou o segundo capítulo de um programa oficial de parceria do governo com as montadoras americanas para a produção de carros capazes de rodas de 25 a 35 quilômetros por litro de gasolina, a partir de 2015.

Parceria que teve, como primeiro capítulo no governo Clinton, na década passada, a abertura para a GM, a Ford e a Chrysler dos segredos tecnológicos da Nasa na engenharia dos motores e na química dos combustíveis.

Enquanto isso, o mundo retoma a discussão da contingência energética da produção de biocombustíveis, com sobras para a conveniência ecológica dessa energia verde, renovável ad infinitum.

Sem contar, na lateral, como ocorreu em Roma, o sinal verde para a ampliação desinibida do parque nuclear dentro da matriz energética global.

Em resumo: barril acima de US$ 100 enche a bola dos seus dois maiores adversários: conservação e substituição do petróleo por fontes alternativas da matriz energética e da matriz automotiva.

E assim caminha a humanidade. Ou, como se diz em Roma, cosi la nave va...

terça-feira, 15 de abril de 2008

A cachaça do Brasil

No Brasil a boa cachaça deixou de ser uma bebida sem valor.
Ela é apreciada nas confrarias, tem admiradores no resto do mundo, e conta com legislação específica.
Alguns fatores impulsionam um mercado promissor, com lucro de até 600 milhões de dólares ao ano.
São mais de cinco mil marcas de cachaça registradas. A produção anual é de aproximadamente 1,4 bilhão de litros ao ano.
Há marcas que custam até US$ 230,00 a garrafa, e outras que podem ser adquiridas pela bagatela de US$ 2,00 a garrafa.

Os dez mandamentos da boa cachaça segundo Sérgio Arno, Chef e Dono da Universidade da Cachaça.

1º MANDAMENTO - Análise do Rótulo
Verifique o ano, a procedência, a cor, o lacre e a graduação alcoólica. Garrafa deve ser sempre transparente, pois a cor ajuda a identificar, entre outras coisas, as impurezas.

2º MANDAMENTO – Não ter Preconceito
Se de qualidade garantida, a cachaça não tem nada de "marvada". Ter preconceito é totalmente infundado.

3º MANDAMENTO – Beber em Temperatura Ambiente
A temperatura ambiente é ideal, pois mantém o aroma e o sabor intocados.

4º MANDAMENTO – Dar a cada Cachaça o fim merecido
Para a mundialmente conhecida bebida “caipirinha”, deve-se usar uma cachaça com teor alcoólico alto, pois o gelo dilui a bebida. E sempre branca. O sabor envelhecido não combina com a caipirinha.
O mesmo tipo de cachaça, branca e forte, deve ser usado para culinária, pois o alto teor alcoólico flamba melhor. E, para beber purinha, vale a melhor cachaça é a envelhecida em tonéis de madeira e de boa procedência.

5º MANDAMENTO – Como Guardar
Monte a sua adega. Mantenha as garrafas num ambiente escuro, fresco e longe da mesa, para evitar a tentação.

6º MANDAMENTO – Conhecer para Degustar
Um pouco de conhecimento sobre o mercado e a história da cachaça ajuda a não levar gato por lebre. Salinas, por exemplo, é ícone da cachaça nacional, mas algumas marcas desconhecidas embarcam na fama e vendem pinga barata com a rubrica da cidade.

7º MANDAMENTO – Não beber sozinho
Cachaça é para bebericar com os amigos, é algo social. Quanto mais amigos se têm, mais cachaça na cabeça...

8º MANDAMENTO – Combinação com Alimentos
Tudo que é gorduroso vai bem com cachaça.
Mas tem de ser branca, nunca envelhecida, porque o sabor da madeira compete com o do alimento. Cachaça envelhecida, só após as refeições, de preferência com um bom charuto.

9º MANDAMENTO – Amigos e Mulheres
Para impressionar, diga que cachaça envelhecida guardada no freezer ganha a viscosidade de um licor, e substitui até um bom brandy.

10º MANDAMENTO – Degustar sem tornar-se um cachaceiro
As provas de cada cachaça devem ser pequenas. Tenha sempre água, pão ou bolinho para consumir entre as provas, para limpar a boca.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Projeto reconhece união de imigrantes gay no Brasil.

A reformulação do Estatuto do Estrangeiro proposta pelo governo Lula, se aprovado no Congresso Nacional, permitirá que homossexuais estrangeiros que tenham companheiros no país obtenham visto temporário ou permanente, a exemplo do que já ocorre com casais heterossexuais. A análise será caso a caso.

Além dos gays, o imigrante ilegal, que aporta no Brasil em busca de emprego, em vez de deportado, poderá ser reconhecido vítima de tráfico de pessoas, podendo requerer visto de permanência.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Colo-Colo vence, vira vice-líder do Grupo 3 e pressiona Boca Juniors

Do UOL Esporte
Em São Paulo


Mesmo sem ser brilhante, o Colo-Colo fez sua parte, derrotou o União Maracaíbo (VEN) por 2 a 0, na noite desta quinta-feira, em Santiago (Chile), pelo Grupo 3 e se aproximou de uma vaga às oitavas-de-final da Taça Libertadores. De quebra, deixou o Boca Juniors, atual campeão, bem perto de uma eliminação precoce.

Jorge Carrasco, do Colo-Colo, enfrenta a marcação do Maracaibo no jogo no Chile
CLASSIFICAÇÃO DO GRUPO 3

A uma rodada para o encerramento da fase de grupos, o Colo-Colo assumiu a vice-liderança da chave, com nove pontos, apenas um atrás do Atlas, que será seu próximo adversário, no dia 22 de abril, novamente na capital chilena. Os argentinos, por outro lado, somam apenas sete e duela diante do já eliminado clube venezuelano, no mesmo dia, em Buenos Aires.

Não bastasse ocupar a terceira colocação, o Boca Juniors, segundo maior campeão da história da Libertadores (seis títulos), tem um saldo de gols (zero) inferior ao de seus dois principais rivais. Com a vitória de hoje, o Colo-Colo contabiliza dois positivos, enquanto o elenco mexicano tem saldo de cinco tentos.

Os chilenos, aliás, sabiam que precisavam vencer e, acima de tudo, marcar muitos gols. Mas não foi o que se viu no primeiro tempo. No dia da estréia do técnico Fernando Astengo, que substituiu Claudio Borghi, os donos da casa tiveram muitas dificuldades. Mostraram-se uma equipe previsível e afobada.

Para se ter idéia teve apenas duas chances perigosas em quase toda a etapa inicial. As duas foram criadas por Salcedo, aos 12min e aos 13min, e defendidas pelo goleiro Henao, que já atuou pelo Santos. Apenas isso. Sorte dos chilenos é que o União Maracaibo, apesar de esforçado, tinha limitações técnicas.

Pressionado pela necessidade de um resultado positivo, o Colo-Colo voltou diferente para o segundo tempo. E foi premiado com seu primeiro gol logo a 1min. Após cruzamento da direita, Henao rebateu errado. A bola bateu no atacante Biscayzacú e foi parar no fundo das redes. Quatro minutos mais tarde, Barrios subiu mais alto do que a defesa venezuelana e ampliou. 2 a 0.

O União Maracaibo tentou esboçar uma reação. Aos 21min, Villarreal fez bela jogada e foi derrubado dentro da área por Luis Mena. Porém, o goleiro Munõz defendeu a cobrança de Beraza e evitou o gol de honra do elenco venezuelano.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Ana Carolina fará show em Santiago

A voz de Ana Carolina tem sido escutada quase que diariamente nas rádios chilenas através da canção "É isso ai", a versão brasileira de "The blower's daughter", de Damien Rice. Esta canção é um dos sucessos da cantora, que possui uma discografia de cinco álbuns. Todos esses álbuns foram promovidos em turnês pelo Brasil e exterior por conta da sua qualidade musical e do talento em palco de Ana Carolina.
Para o show que será realizado em Santiago do Chile, no dia 10 de maio, no "Espacio Riesco" (Av. El Salto, 5000 – Huechuraba), às 21 horas, foram selecionados os grandes sucessos de toda a sua carreira profissional de sete anos.
Ana Carolina ainda interpretará músicas de autores como Chico Buarque.
Os ingressos estão sendo vendidos pela "ticketmaster" (www.ticketmaster.cl) e custam entre $ 24 mil e $ 80 mil, a depender da localização.

Revisando:
Quê: Show de Ana Carolina (http://www.anacarolina.art.br/)
Onde: Espacio Riesco
Quando: Dia 10 de maio
Que horas: 21h
Quanto: Entre $ 24 mil e $ 80 mil
www.ticketmaster.cl

segunda-feira, 31 de março de 2008

Djavan volta ao Chile

Ele já esteve em Santiago e conquistou ainda mais fãs no Chile com suas músicas autorais. Com uma carreira iniciada em 1976, Djavan tem uma história musical que o mantém no topo da preferência entre os mais importantes músicos e compositores brasileiros.

Ele retorna ao Chile com seu novo CD Matizes. O show será realizado no Teatro Caupolican (San Diego 850 Santiago Centro), dia 18 de maio, às 19 horas e 30 minutos.

Além de musicas românticas, Djavan apresenta estilos como pop, rock, samba, jazz, forró entre outros, que identifica sua flexibilidade musical.

Os ingressos estão sendo vendidos pela "ticketmaster" (www.ticketmaster.cl) e custam entre $ 18 mil e $ 30 mil, a depender da localização.

Revisando:
Quê: Show de Djavan (http://www.djavan.com.br/main.php)
Onde: Teatro Caupolican
Quando: Dia 18 de maio
Que horas: 19h 30min
Quanto: Entre $ 12 mil e $ 30 mil
www.ticketmaster.cl

domingo, 30 de março de 2008

Paulo Coelho

O escritor brasileiro Paulo Coelho vai entrar na próxima edição do Guinness, o livro dos recordes, como o autor vivo mais traduzido do mundo.
O livro O Alquimista foi publicado em 67 idiomas diferentes.
Este record lembra o dramaturgo e poeta Shekespeare que foi o mais traduzido de todos os tempos.
Infelizmente Shekespeare, e o inesquecível parceiro de Paulo Coelho o roqueiro Raul Seixas já estão mortos.

Gita

Composição: Raul Seixas e Paulo Coelho

"Eu que já andei
Pelos quatro cantos do mundo
Procurando
Foi justamente num sonho
Que Ele me falou"

Às vezes você me pergunta
Por que é que eu sou tão calado
Não falo de amor quase nada
Nem fico sorrindo ao teu lado...

Você pensa em mim toda hora
Me come, me cospe, me deixa
Talvez você não entenda
Mas hoje eu vou lhe mostrar...

Eu sou a luz das estrêlas
Eu sou a cor do luar
Eu sou as coisas da vida
Eu sou o mêdo de amar...

Eu sou o mêdo do fraco
A força da imaginação
O blefe do jogador
Eu sou, eu fui, eu vou..

Gita! Gita! Gita!
Gita! Gita!

Eu sou o seu sacrifício
A placa de contra-mão
O sangue no olhar do vampiro
E as juras de maldição...

Eu sou a vela que acende
Eu sou a luz que se apaga
Eu sou a beira do abismo
Eu sou o tudo e o nada...

Por que você me pergunta?
Perguntas não vão lhe mostrar
Que eu sou feito da terra
Do fogo, da água e do ar...

Você me tem todo dia
Mas não sabe se é bom ou ruim
Mas saiba que eu estou em você
Mas você não está em mim...

Das telhas eu sou o telhado
A pesca do pescador
A letra "A" tem meu nome
Dos sonhos eu sou o amor...

Eu sou a dona de casa
Nos pegue pagues do mundo
Eu sou a mão do carrasco
Sou raso, largo, profundo...

Gita! Gita! Gita!
Gita! Gita!

Eu sou a mosca da sopa
E o dente do tubarão
Eu sou os olhos do cego
E a cegueira da visão...

Euuuuuu!
Mas eu sou o amargo da língua
A mãe, o pai e o avô
O filho que ainda não veio
O início, o fim e o meio
O início, o fim e o meio
Euuuuu sou o início
O fim e o meio
Euuuuu sou o início
O fim e o meio...

terça-feira, 25 de março de 2008

Encontro Cultural

Neste último sábado houve mais um Encontro Cultural, em português, promovido pelo Instituto Cultura Brasil, com sede em Santiago no Chile.
Um grupo de alunos e professores discutiu sobre um tema pré-determinado, trocaram experiências e passaram momentos de diversão e de conhecimento.



O tema deste encontro foi os “Cinqüenta anos da Bossa Nova”.
A professora Eugênia dos Santos falou sobre a origem desse movimento, dos fundadores e como ele repercutiu na cultura musical do Brasil e do mundo.




Alguns músicos tocaram as canções mais conhecidas a exemplo de “Garota de Ipanema” e todos puderam relembrar do Brasil e se integrar num espaço agradável e descontraído.
Eu estive lá e achei a idéia ótima!




Desfrutar de um espaço para uma conversa informal com os alunos agrega valores à proposta do Instituto Cultural Brasil, que tem o objetivo de divulgar o idioma português e a cultura brasileira.
Para os alunos, foi um ótimo exercício e para nós, brasileiros, é sempre um grande prazer poder ouvir sobre o país e divulgar o que o Brasil tem de melhor.
Espero que cada vez mais as pessoas tomem conhecimento desses encontros e possam freqüentar, sempre com o intuito de se integrar e aprender.

Este é mais um diferencial do Instituto Cultura Brasil...

Barreiras Espanholas

Um fato que nas últimas semanas tem sido tema de conversação para todo mundo é a proibição da entrada de brasileiros na Espanha.
Só nesses últimos dias, já são mais de cinqüetna casos conhecidos pela imprensa, isso sem contar com os que não são divulgados.
No entanto, eu me pergunto: por que somente agora veio à tona algo que acontece há tanto tempo e com tantas pessoas, não só do Brasil, como de toda a América Latina?
A verdade é que os países desenvolvidos têm estreitado cada vez mais a entrada de latinos a seus territórios, alegando a imigração e o trabalho ilegal, que segundo eles, tem comprometido o desenvolvimento e o crescimento natural de seus países.

É sabido que isso realmente acontece e que há muito brasileiro espalhado pelo mundo em situação irregular. Mas, e quanto aos estrangeiros que vivem no Brasil, incluindo europeus e norte-americanos: quantos deles estão com todos os seus papéis regulares e contratados devidamente em terras brasileiras?

Bastou que o governo implantasse a mesma medida aos turistas que chegam da Espanha para que um grande número deles também fosse impedido de entrar, por não contar com os requisitos e a documentação suficientes.

Toda essa situação está causando uma crise diplomática entre Brasil e Espanha, dificultando consideravelmente as viagens de um país para outro pelos seus cidadãos ao ponto de que as autoridades espanholas estão dizendo que viajar ao Brasil pode ser um problema.
Apesar de toda essa situação, ambos os países afirmam ter uma boa relação e esperam resolver esse impasse em breve.

Acredito que a imagem do Brasil na Espanha e nos demais países desenvolvidos, no que diz respeito à nossa entrada em seus territórios, vai continuar a mesma, porque problemas dessa natureza já aconteceram e vão acontecer sempre, infelizmente.
A questão é como ficará a imagem da Espanha para os brasileiros. Pois quem pensa que pode entrar no país, somente pelo fato de ser proveniente de países de primeiro mundo se enganam. Ficar com uma imagem negativa para mais de duzentos milhões de brasileiros pode não ser muito recomendável.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Renato

Renato, que não tinha orelhas, precisava contratar um novo gerente.
Selecionou três currículos e marcou as entrevistas.

O primeiro candidato era ótimo. Conhecia tudo que precisava e era muito interessado. Ao final da entrevista Renato lhe perguntou:
- Você percebeu alguma coisa diferente em mim?
E o cara respondeu:
- Sim, não pude evitar reparar que o Senhor não tem orelhas.
Renato não gostou daquela franqueza e mandou-o embora.

O segundo entrevistado era uma mulher, e era bem melhor que o primeiro candidato. Ao final, entusiasmado, Renato fez a pergunta fatal:
- Você percebeu alguma coisa diferente em mim?
E ela:

- Bem, você não tem orelhas.
Novamente Renato se zangou e mandou-a embora.

O terceiro e último entrevistado também era muito bom. Era um cara jovem, recém saído da faculdade, inteligente, boa pinta e parecia ser melhor homem de negócios que os dois primeiros juntos.
Renato estava tão ansioso, que foi logo fazendo a pergunta de sempre:
- Você percebeu alguma coisa diferente em mim?
E para sua surpresa, o jovem respondeu:
- Sim, você usa lentes de contato...
Renato ficou chocado e disse:
- Que observador incrível você é! Como é possível você saber disso?
E o cara caiu da cadeira gargalhando:
- Porque é impossível usar óculos sem a porra das orelhas!

domingo, 16 de março de 2008

O Cego de Nova York

O filósofo Friedrich Nietzsche disse: “É mais fácil lidar com uma má consciência do que com uma má reputação”.

Este pode ter sido o motivo que levou Eliot Spitzer ex-prefeito da mais importante cidade do mundo renunciar o cargo, devido à confirmação do seu envolvimento com prostitutas, cedendo a administração de Nova York para o advogado e historiador cego David Paterson.

Alguém pode se perguntar: Como um cego vai governar uma cidade tão complexa? Segundo José Saramago em seu livro “Ensaio Sobre a Cegueira”, há uma diferença entre “ver” e “reparar”. Foi reparando que David Paterson fez as faculdades de história e direito, e conseguiu eleger-se vice-prefeito daquela cidade.

De volta ao “politicamente correto” citado por Nietzsche, poderíamos concluir que um povo não pode ser representado por alguém que não cumpra as obrigações conjugais de forma ortodoxa. Sendo esta afirmação correta, a candidata a candidata à presidência da república americana Hillary Clinton também não deveria merecer o voto daquele povo. Ela, não só perdoou Bill Clinton quando enamorou Monica Lewinsky, como, foi mantida financeira e politicamente por um marido “pecador”.

O que é mais “politicamente correto”? Escolher para candidato do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos o senador Obama por ser negro, ou Hillary por ser mulher? Será que o Brasil deve torcer por um candidato negro ou por uma mulher? Ou estas referências não têm fundamentos quando comparadas aos interesses econômicos?

As minorias que me perdoem, mas no momento não cabe esta história, tampouco discurso ultrapassado e filosófico.
Quem pode está certo é o cantor, compositor, e percussionista Carlinhos Brown. Ao participar de uma recepção oferecida pelo governo da Bahia à Secretária de Estado Americano Condoleezza Rice, ao cumprimentá-la, ele expressou o encantamento pela sua beleza. Brown não foi “politicamente incorreto”, afinal ele deixou a excentricidade irreverente do artista aflorar. Só faltou o ministro da cultura Gilberto Gil, também presente no evento, beijar na boca e justificar que se trata de uma saudação habitual no gueto...

quarta-feira, 12 de março de 2008

A Mulher do Médico

Por que José Saramago em seu livro "Ensaio sobre a Cegueira" deixou de fora a “Mulher do Médico” ao resolver cegar os habitantes de uma cidade fictícia?
Quis ele incorporar a personagem, e através dos seus olhos, ajudarem o leitor a analisar as facetas do comportamento humano durante uma crise epidêmica, ou mostrar para o leitor, desde o início do texto, que vale mais “reparar” do que simplesmente “ver”?

A história da chamada “Cegueira Branca” que se espalhou por uma cidade atemporal, registra as atitudes para a sobrevivência física, da compostura, e da espiritualidade do homem, quando submetido a uma epidemia.
Quem ainda enxergava se comportava com autoridade para decidir o que fazer com os cegos. Logo todos passaram a ficar na idêntica situação, exceto a “Mulher do Médico”, que se manteve, sem explicação, até o fim da história podendo ver.

Segundo o próprio autor, ele sofreu para escrever o texto e quis que o leitor também participasse do sofrimento ao lê-lo.
Sem dúvida, quem teve o prazer de ler o texto passa pela experiência do sofrimento maduro da reflexão sobre a humanidade, ao ver-se favorável e contra comportamentos de sobrevivência, mascarados pela hipocrisia social. Os limites entre a sobrevivência e barbaridade, e os entre o instinto do progresso e o da autodestruição, são ultrapassados a todo o momento.

Saramago acerta em cheio na ferida. Quem ler “Ensaio sobre a Cegueira” não será mais o mesmo. No mínimo, passa a “reparar” tudo o que “ver” tentando humanizar-se.
A sutileza entre o “olhar” e o “ver” permeia a visão física remetendo-a para uma, mais atenciosa, a de "reparar" que pode ser observada mesmo na cegueira.

A exclusão social, a relação com o poder, a crítica às autoridades, as alternativas para a sobrevivência, a experiência adquirida na velhice retratada no personagem do “Velho da Venda Preta”, são observados no texto.
Porém um fato sutilmente relevante não deixou de ser registrado: O personagem “Escritor” que mesmo sem “ver” registrava no papel tudo o que “reparava”, esperando que um dia alguém soubessse o ocorrido, perpetuando a memória para ajudar na formação de consciência coletiva.

Diz Saramago: “Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, esta coisa é o que somos”.

Que bom é saber ler para tentar reparar este importante escritor!

domingo, 9 de março de 2008

Dicionário Goianês

Verbetes faldos no Brasil no Estado de Goiás.
Um micro-dicionário goianês-português para você, quando vier conhecer a cidade e poder usufruir de toda a simpatia do povo goianiense, entendendo tudo que ele diz!

*Deixa eu te falar* - Com a variação - *Ow, deixa eu te falar*. Introdução goiana para um assunto sério. Nunca, mas nunca mesmo, chegue para um goiano falando diretamente o que você tem que falar. Primeiro você tem que dizer 'ow, deixa eu te falar', para prepará-lo para o assunto. Em Goiás você precisa seguir o ritual de uma conversação. Ex.: 'E aí, bão E o Goiás, hein? Perdeu! Tem base? É por isso que eu torço pro Vila'. *Ow, deixa eu te falar*, lembra aquele negócio que eu te pedi...' A forma abreviada é *te falar*.
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*Deixa eu te perguntar* - A mesma coisa que deixa eu te falar, mas usado, obviamente, quando você vai perguntar algo.
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*Chega dói* - Chega a doer. Ex.: Deixa eu te falar, essa luz é tão forte que chega dói a vista. Na verdade essa forma pode ser usada com quaisquer outros verbos combinados com o verbo 'chegar'. Ex.: chega arranha, chega machuca, chega engasga.
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*Chega doeu* - Chegou a doer, ou seja, o passado de chega dói.
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*Uai* - Palavra que normalmente não tem sentido, mais ou menos como o tchê do gaúcho. Usado normalmente em respostas. Ex.: Pergunta: Goiano, você vai à festa hoje?; Resposta: Uai, vou!
*Nota do Gump:* Dá impressão que o uai é parecido com o ué usado em outras regiões. Mas o ué muitas vezes é usado no caso de a pessoa achar a pergunta estranha. Cheguei a me revoltar bastante com o uso do 'uai' nas frases quando vim pra cá, pois achava que as pessoas estavam insinuando que eu estava perguntando alguma idiotice. Só depois aprendi que as pessoas falam uai por falar.
*Neste caso tem alguns lugares e pessoas que acrescem um *sôh*, ex: *uai sôh*
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*Encabulado* - Impressionado. Ex.: Estou encabulado que você nunca tenha ouvido alguém falar 'chega dói' antes.
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*Bão?* - Goianês para 'Tudo bem?' Também é usada a forma “bããããão”?
*Bão,bichão?* Ao contrário de outras terras, este bichão é de amizade não tendo nenhuma conotação de homossexualidade. Trata-se de um cumprimento amistoso: 'como vai você, está bem,amigo?'
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*Ta boa?* - Goianês para 'Tudo bem?' usado para mulheres. Em outras regiões do Brasil seria interpretado de outra forma...
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*Bão mesmo?* - É comum usar o 'mesmo?' depois de coisas como 'e aí, ta bom/bão', como se pedisse uma confirmação de que a pessoa ta bem e não apenas fingindo que está bem.
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*Piqui* - Pequi, fruto típico de Goiás, bastante usado na culinária goiana.
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*Mais* - substituto goiano da conjunção 'E'. Ex.: Eu mais fulano estamos no Goiás.
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*No Goiás* - Em Goiás.
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*Na Goiânia* - Em Goiânia.
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*Pit Dog* - Uma espécie de filho bastardo de uma lanchonete com uma barraquinha de cachorro-quente e mesinhas na calçada. Apesar desse nome estranho, os sanduíches são muito bons!
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*Queijim* - Rotatória.
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*Tem base?* - Expressão tão goiana que existe até em slogan impresso em bandeiras e camisetas exaltando o Estado: 'Sou goiano. Tem base?'. Pode ser traduzido como 'Pode uma coisa dessas?', só que usado com muito mais freqüência.
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*Zé Telho* - Expressão goiana para confusão: 'a festa virou um Zé tê-lo depois que chegou o Tião'.
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*Coró* - mesmo que mandruvá.
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*Dar rata* - Algo como cometer uma gafe. Ou seja, dar rata é o goianês para 'fazer gumpice'
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*Calçada* - Pode significar: 1. Lugar para estacionar carros; 2. Local onde se colocam as mesas dos botecos e restaurantes. Note que não existe, em Goiás, calçada no sentido de lugar para pedestre, pois não sobra espaço para pedestres entre os carros e as mesas.
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*Anêim* - Algo que parece ter vindo de 'Ah, não!', que virou 'Ah, nem!' Mas, às vezes, é simplesmente usado na frase com um sentido de desagrado. Quando vejo escrito por aí, vejo o povo escrevendo 'anein', 'aneim', 'anêim' e outras variantes. Ex.: se eu ia viajar com a turma e de repente não posso mais, alguém exclama: 'Anêeeim, gump! Que pena!'
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*Arvre* - Árvore (isso me lembra 'As arvres somos nozes')
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*Arvrinha* - Árvore pequena.
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*Arvrona* - Árvore grande.
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*Madurar* - Amadurecer.
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*Corguim* - Lê-se córrr-guim. Diminutivo de corgo.
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*Corgo* - Lê-se córrr-go. Córrego.
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*Quando é fé* - Algo como de repente, ou até que. Ex.: 'Estava no consultório do dentista, ouvindo aquele barulhinho de broca, e quando é fé sai um menininho chorando de lá.'
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*Num dô conta* - Pode ser traduzido como não consigo, não sei, não quero, não gosto, etc. No resto do País, não dar conta é usado mais no sentido de 'não agüentar'. Por exemplo: Não dei conta do recado, ou Não dou conta de comer isso tudo sozinho. Já aqui em Goiás é usado para quase tudo. Ex.: Num dô conta de falar inglês ('não sei falar inglês'); Num dô conta de continuar em Goiânia nas férias ('Não quero/não agüento continuar em Goiânia nas férias); Num dô conta de imprimir usando esse programa ('não sei imprimir usando esse programa').
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*De sal* - Salgado. Ex.: Pamonha de Sal. (Eu jurava que era de milho... dãã)
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*De doce* - Se 'de sal' é salgado, então 'de açúcar' é doce, certo? Errado! Em Goiás as coisas não são doces, elas são *de doce*.

sábado, 8 de março de 2008

Emiliano Di Cavalcanti

Di Cavalcanti, pintor brasileiro, retratou o espírito do Brasil recorrendo a imagens do cotidiano brasileiro.
Seus temas parcialmente parecem simples. A mulata, o carnaval, as sambistas entre outros da cultura brasileira, mas também conseguiu transmitir um doce lirismo e uma profunda preocupação social.
Revela um Rio de Janeiro subjetivo, onde seus personagens refletem mistérios, beleza, e alegria dentro de um conflito politicamente oculto, enfim um convite para uma visão repleta de significados.
Para muitos as mulatas são o símbolo de uma relação social mal resolvida, expressão de uma sexualidade submissa e servil ou uma magia lendária da pele morena que sempre encantou os colonizadores portugueses.
Alguns críticos acham que seus trabalhos são apenas cenas e tipos brasileiros, especialmente a figura da mulata, através de uma linguagem sensual e exuberante, mas para Di Cavalcanti tudo vai mais além do óbvio.
Em particular suas obras refletem muito da história. É uma mistura de dor e sabor, uma poesia necessária em forma de cores.
Di Cavalcanti foi um artista renovador, influenciado por Picasso e Matisse.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Garota de Ipanema

A música mais famosa no Brasil é tocada a cada treze minutos em algum lugar no mundo.
Trata-se da obra prima composta pelo poeta Vinicius de Morais e pelo maestro Tom Jobim, ambos participantes do movimento musical chamado "Bossa Nova" que teve com criador o cantor e compositor baiano João Gilberto.
A "Bossa Nova" é um ritmo lento do samba e teve como característica o envolvimento de intelectuais em plena ditadura militar. As letras falam do amor e das relações pessoais, com riqueza de expressão e musicalidade.
O movimento ignorou a ditadura militar e focou as energias naquilo que mais interessava aos brasileiros: cultura.


Garota de Ipanema

Vinicius de Moraes / Antonio Carlos Jobim

Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça
É ela menina
Que vem e que passa
Num doce balanço
A caminho do mar

Moça do corpo dourado
Do sol de lpanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar

Ah, por que estou tão sozinho?
Ah, por que tudo é tão triste?
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
Que também passa sozinha

Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo inteirinho se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

João Guimarães Rosa

"Quando escrevo, repito o que já vivi antes.
E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente.
Em outras palavras, gostaria de ser um crocodilo
vivendo no rio São Francisco. Gostaria de ser
um crocodilo porque amo os grandes rios,
pois são profundos como a alma de um homem.
Na superfície são muito vivazes e claros,
mas nas profundezas são tranqüilos e escuros
como o sofrimento dos homens."

O filme “Tropa de Elite”, a triste e decadente polícia brasileira.

Se você já escutou falar sobre o filme “Tropa de Elite” certamente é brasileiro, se não é um “cara” bem informado que não se conforma com as migalhas de notícias que recebe.
Desde o meu canto, acabo de assistir este drama humano. Não sei quando chegará por estas bandas para ser exibido no circuito comercial , mas com certeza vai ter o mesmo êxito que está tendo no Brasil.

O filme mais que retratar a realidade brasileira do lado dos policiais, dá uma “geral” no penoso valor humano que ainda resta nesta pobre e triste nação da violência, que é o Brasil.

O policial Nascimento (Wagner Moura), protagonista do filme, orgulhoso de pertencer ao BOPE, faz juz a sua função torturando e matando vagabundos nos morros do Rio de Janeiro. Cheio desse orgulho que supera a realidade dos filmes norte-americanos, quando vemos as bandeirinhas dos “gringos”, e nos sentimos aliviados, o filme brasileiro do momento, nos transporta a um mundo da salvação nos braços do BOPE.

O filme que hoje deixa extasiado o Brasil com seus becos, e passagens violentas denotação de um imaginário coletivo que beira a banalidade e a barbárie é um trailer de um cineasta que com um intuito até humano de mostrar o lado crítico de um policial nas ruas de uma cidade perigosa (coisa já mostrada em inumeráveis filmes), entra na contradição de uma cultura da morte que não tem outra saída que mostrar o seu lado nazista.

Não sei se foi culpa do cineasta, ou da própria temática social retratada, mas acho que o sentimento mostrado no filme é de “O BOPE é o único que pode salvar ”, traço nazista, do qual não supera o racismo com a cor e a pobreza. Todos podem ser boas pessoas como é o caso do Matias (André Ramiro), e que apesar de tudo (negro), ele é tão bonzinho. Isso é bom, principalmente por que no cinema brasileiro nunca se mostra o policial negro como homem trabalhador e bom. Outro acerto do José Padilha.

Não é de hoje que falar da violência nas favelas do Rio de Janeiro dá ibope, mas é importante notar que desde de “Pixote”, filme de Hector Babenco de 1981, o Brasil vem subindo nessa decadente estatística de país violento nas mãos do narcotráfico. Violência daqui, filme de lá. E vamos buscar o oscar.

Ficha Técnica
Título Original: Tropa de Elite
Gênero: Ação
Tempo de Duração: 118 minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 2007
Site Oficial: www.tropadeeliteofilme.com.br
Estúdio: Zazen Produções
Distribuição: Universal Pictures do Brasil / The Weinstein Company
Direção: José Padilha
Roteiro: Rodrigo Pimentel, Bráulio Mantovani e José Padilha
Produção: José Padilha e Marcos Prado
Música: Pedro Bromfman
Fotografia: Lula Carvalho
Desenho de Produção: Tulé Peak
Figurino: Cláudia Kopke
Edição: Daniel Rezende

domingo, 24 de fevereiro de 2008

A Saga da Mordaça Cubana

Em 1868 Céspedes promoveu um levante contra o governo espanhol e proclamou a independência de Cuba. É lógico que o intento não deu certo. Não se combatia a Espanha com duzentos homens despreparados e escravos libertados de supetão.

As tropas espanholas retomaram o controle, Carlos Céspedes foi deposto, e a Espanha deu continuidade à exploração dos metais preciosos, e ao controle sobre os latifúndios açucareiros.

Depois que um navio americano explodiu no porto cubano, os Estados Unidos tiveram o álibi para declarar guerra, e expulsar os espanhóis, colocando-se como a “tábua de salvação” de Cuba.
A cobrança veio logo a seguir. McKinley, presidente dos Estados Unidos à época, assinou uma Resolução declarando Cuba independente, e nomeou o general americano Johon Brooke governador, que teve a incumbência de implantar medidas econômicas que beneficiaram os Estados Unidos, e os americanos que se instalaram na Ilha. Posteriormente fez incluir na Constituição cubana a ”Emenda Platt” garantindo aos americanos interferirem no país quando seus interesses fossem ameaçados.

Depois de muitas desilusões, os movimentos sociais se proliferaram, e culminou com a ascensão de Fidel Castro ao poder.
Foi então que os americanos raivosos excluíram comercialmente Cuba do mapa, e o açúcar produzido sobrou nas mãos da União Soviética por interesse da guerra fria com os Estados Unidos. O regime de Fidel conseguia sobreviver devido o interesse da Rússia e dos seus parceiros em ter um território próximo à América, para instalarem as suas bases militares.

Agora, fora o ditador Hugo Chaves que fornece petróleo subsidiado a Cuba, interessado em aumentar a influência política contra os americanos, os demais tolerantes e simpáticos ao carismático Fidel trocam, apenas, abraços fraternos.
O exemplo da Espanha, dos Estados Unidos e da União Soviética poderá ser seguido pela Venezuela, para impedir as mudanças esperadas pelo mundo, devido à fenda provocada pela enfermidade do homem que fez o povo cubano calar-se por quase cinqüenta anos.
Dos cubanos não se pode esperar muito, já que não conhecem nada mais do que é convenientemente permitido pelo regime.

Afinal, “Quantos anos devem algumas pessoas existir até que sejam permitidas a serem livres?” - Blowin’in The Wind - Bob Dylan.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Vaidade Mata

Uma mulher foi levada às pressas para o CTI de um hospital.
Lá chegando ficou em estado de pré-coma e encontrou-se com Deus:
- Que é isso? - Perguntou ao Criador - Eu morri?-
Não, pelos meus cálculos, você morrerá daqui a 43 anos, 8 meses, 9 dias e 16 horas - respondeu o Eterno.
Ao voltar a si, refletindo o quanto tempo ainda tinha de vida, resolveu ficar ali mesmo naquele hospital e fez uma lipoaspiração, uma plástica de restauração dos seios, plástica no rosto, correção no nariz, na barriga, tirou todos os excessos, as ruguinhas e tudo mais que podia mexer para ficar linda e jovial.

Após alguns dias de sua alta médica, ao atravessar a rua, veio um veículo em alta velocidade e a atropelou, matando-a na hora.

Ao encontrar-se de novo com Deus, ela perguntou irritada:
- Puxa, Senhor, você me disse que eu tinha mais 43 anos de vida. Por que morri depois de toda aquela despesa com cirurgias plásticas?E Deus aproximou-se dela e, olhando-a diretamente nos olhos, respondeu:
- Menina! Eu não te reconheci...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

E os jardins da Babilônia?

Aliya, a interprete da jornalista e escritora norueguesa Asne Seierstad, que cobriu a invasão americana no Iraque, e escreveu os livros “101 dias em Bagdá” e “O Livreiro de Cabul”, viveu a guerra de forma diferente dos demais iraquianos. Segundo Asne, ela foi indicada pelo governo de Saddam Hussein para acompanhá-la em suas atividades, dias antes do início da invasão americana.

Pelo lido, Asne apesar de contestar o comportamento de Aliya, diante da disciplina imposta pelo antigo regime, tentou entendê-la ao ter conhecimento da forma como era cobrado o descumprimento às orientações de Saddam.
O que parecia atitude vinda da consciência e de uma forma de pensar, não passava de “lavagem cerebral” imposta à maioria dos iraquianos, que os impossibilitava de analisar o que era certo e errado.

No entanto, a disciplina às leis imposta pelo regime, e principalmente a falta de condições de questioná-lo fez de Aliya uma pessoa desprovida de opinião, e se as tinha não sabia se devia e podia externá-las.

Após a invasão do Iraque pelas forças aliadas aos Estados Unidos a interprete chegou a se perguntar: - “As pessoas dizem que ele (Saddam) não se preocupava conosco. Dizem que só pensa em si mesmo.” – e continuou sem expressar o que ela pensava.Enquanto isso um soldado americano expressou a sua opinião: - “Não tenho certeza que esta guerra seja justa. (...) Acho que tudo isso é por causa do petróleo. (...) O único ministério que protegemos é o do petróleo.” – referindo-se a guarda do prédio onde funcionava o Ministério do Petróleo, enquanto toda a história da Babilônia estava sendo destruída.

Os temores de uma jornalista que viveu dentro de uma guerra foram relatados com isenção no livro “101 dias em Bagdá”. No mais, Saddam já recebeu a sua sentença, e o resto dos iraquianos torce por uma vida normal.